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A fake news sobre o algodão brasileiro
07 de Maio de 2024

O algodão é um dos destaques do agronegócio brasileiro. Com perspectiva de colher cerca de 3,6 milhões de toneladas de pluma na atual safra, o que representará um crescimento de 13% no comparativo com o ciclo anterior, segundo levantamento de abril da Companhia Nacional de Abastecimento, o país se consolida como um dos protagonistas da cultura. O Brasil deve passar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador do produto ainda neste ano, de acordo com projeção do Departamento de Agricultura norte-americano. Os números mostram que, além de alimentar, o agro nacional ajuda a vestir o planeta. Destaque mundial, a cotonicultura (cultivo de algodão) brasileira teve a sua eficácia posta em xeque por uma organização não governamental do Reino Unido. No último dia 11, a ONG Earthsight tentou fazer barulho, ao divulgar o que ela própria definiu como "investigação". De uma vez só, acusaram-se duas das maiores empresas produtoras de algodão no Brasil, a SLC Agrícola e o Grupo Horita, de cometerem crimes. Conforme a denúncia, elas seriam responsáveis por promover desmatamento ilegal, poluição e grilagem (ato de se apossar de terras por meio de documentação fraudulenta), sobretudo no oeste da Bahia, área incluída no bioma cerrado. Amedrontar as comunidades onde estão suas bases de produção foi outro item reportado contra a dupla que tem décadas de história, emprega milhares de pessoas e ajuda a movimentar a economia do Brasil e do mundo. O algodão é um dos destaques do agronegócio brasileiro. Com perspectiva de colher cerca de 3,6 milhões de toneladas de pluma na atual safra, o que representará um crescimento de 13% no comparativo com o ciclo anterior, segundo levantamento de abril da Companhia Nacional de Abastecimento, o país se consolida como um dos protagonistas da cultura. O Brasil deve passar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador do produto ainda neste ano, de acordo com projeção do Departamento de Agricultura norte-americano. Os números mostram que, além de alimentar, o agro nacional ajuda a vestir o planeta. Destaque mundial, a cotonicultura (cultivo de algodão) brasileira teve a sua eficácia posta em xeque por uma organização não governamental do Reino Unido. No último dia 11, a ONG Earthsight tentou fazer barulho, ao divulgar o que ela própria definiu como "investigação". De uma vez só, acusaram-se duas das maiores empresas produtoras de algodão no Brasil, a SLC Agrícola e o Grupo Horita, de cometerem crimes. Conforme a denúncia, elas seriam responsáveis por promover desmatamento ilegal, poluição e grilagem (ato de se apossar de terras por meio de documentação fraudulenta), sobretudo no oeste da Bahia, área incluída no bioma cerrado. Amedrontar as comunidades onde estão suas bases de produção foi outro item reportado contra a dupla que tem décadas de história, emprega milhares de pessoas e ajuda a movimentar a economia do Brasil e do mundo. Sem fontes confiáveis, a ONG britânica Earthsight acusou SLC Agrícola, Grupo Horita, H&M e a dona da rede Zara de envolvimento em supostos crimes relacionados à produção e à comercialização de algodão brasileiro, mas acabou desmentida categoricamente Foto: Reprodução/Earthsight.org.uk Publicada em três diferentes idiomas - português, inglês e espanhol -, a "investigação" da Earthsight também acusa duas grifes internacionais. Com o título "Crimes na moda", a ONG afirma que a H&M e a Inditex (dona da rede de lojas Zara) seriam coniventes com a série de irregularidades cometidas nas lavouras espalhadas pelo oeste baiano. Afinal, elas aceitariam comprar o que a denúncia classifica como "algodão sujo", que ainda seria favorecido por certificações concedidas equivocadamente pela Better Cotton, organização sem fins lucrativos que é referência mundial no acompanhamento da cotonicultura - e que há anos valida as boas práticas de produção tanto da SLC Agrícola quanto do Grupo Horita. ‘ Investigação ‘ ganha vez na imprensa Apesar de carecer de fontes de informação, o material divulgado pela ONG foi replicado por veículos de comunicação. Ao reproduzir conteúdo da agência de notícias France-Presse, o portal G1, que pertence ao Grupo Globo, destacou o que seria o "vínculo" das grifes estrangeiras com o desflorestamento no Brasil. Além disso, o site aproveitou para inserir ao pé do texto um vídeo em que o apresentador do Jornal Hoje , César Tralli, divulga o anúncio de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai repassar R$ 730 milhões para combater o desmatamento na Amazônia - sendo que a notícia era referente ao cerrado. O Metrópoles foi outro site a repercutir o material divulgado pela Earthsight. O portal da rede alemã Deutsche Welle sacramentou que o relatório "liga crimes no cerrado a gigantes da moda europeus" e que fazendas localizadas no oeste baiano "têm histórico de desmatamento e grilagem". Já o site do jornal português Público ressaltou que, segundo a organização do Reino Unido, Zara e H&M optaram por comprar o "algodão sujo" supostamente oriundo do agronegócio brasileiro. Matéria publicada no G1, no dia 11/04/2024 Foto: Reprodução/G1 Matéria publicada no site Metrópoles, 16/04/2024 Foto: Reprodução/Metrópoles Matéria publicada no Deutsche Welle (DW), no dia 11/04/2024 Foto: Reprodução/DW Matéria publicada no Público, no dia 11/04/2024 Foto: Reprodução/Público Auditoria desmente ONG Como reforça o ditado popular, a mentira tem perna curta. No dia 23 de abril, a Better Cotton tornou público o resultado da auditoria independente feita pela consultoria Peterson. A análise desmentiu todos os crimes imputados ao Grupo Horita e à SLC Agrícola. De modo didático, os auditores explicam por quais razões as acusações de poluição e opressão de comunidades são infundadas. Cita-se, por exemplo, que "a denúncia não forneceu provas objetivas de que as explorações agrícolas aplicaram pesticidas" de modo irregular. Na parte referente à grilagem e ao desmatamento, a auditoria aproveita para dar uma aula à ONG, que parece não ter noção do aparato de fiscalização voltado para a agropecuária no Brasil. Além de reforçar que não identificou nenhuma ilegalidade envolvendo SLC Agrícola e Grupo Horita, a Peterson destaca que quaisquer problemas nesse sentido já teriam sido identificados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O que se soma à regularização das propriedades das empresas estarem devidamente legalizadas com Cadastro Ambiental Rural. Algodão colhido em plantação em Mato Grosso Foto: Shutterstock "As fazendas possuem certificado de 'embargo negativo' do Ibama, uma forma de comprovação de que não possuem áreas embargadas", afirma a Peterson, em trecho de sua auditoria que desmentiu a fake news . "Isto significa que a utilização e conversão de terras para a cultura do algodão cumprem a legislação nacional relativa à utilização de terras agrícolas. Além disso, os indicadores da norma ABR são considerados suficientes." A "norma ABR" citada pela consultoria é o protocolo Algodão Brasileiro Responsável, série de requisitos que atestam o cumprimento de exigências ambientais, sociais e econômicas monitoradas pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). Com o resultado da auditoria, a Better Cotton reforçou a confiança na produção de algodão no Brasil. Assim, mantiveram-se ativas todas as certificações concedidas à dupla de empresas. Com a palavra, as vítimas da Earthsight O resultado do trabalho feito pela Peterson e a validação por parte da Better Cotton levaram "alívio" à alta cúpula do Grupo Horita, empresa que produz algodão, milho e soja no oeste baiano desde 1984. O sócio-proprietário da corporação, Walter Horita, comemora o desfecho dessa história. "Foi de assustar", enfatiza o agricultor à frente do negócio responsável por cerca de 1,1 mil empregos diretos. "Quiseram fazer sensacionalismo." Walter Horita afirma que o susto ao se deparar com a "investigação" da ONG se deu porque ele acreditava que o assunto já estava "devidamente resolvido". Ele explica que escalou as equipes jurídica e ambiental do grupo para responder à série de perguntas enviada pela Earthsight em agosto do ano passado. "Não temos nada a esconder", diz. "Respondemos tudo, com documentos pertinentes, vídeos e fotos. Aproveitamos para já desconstruir algumas acusações. Nunca nos responderam e vieram com esse material que simplesmente ignorou tudo o que mostramos." "Temos leis bem severas para produção agrícola no Brasil. Se fizéssemos algo de errado, seria impossível os órgãos de fiscalização não descobrirem" Aliviado com a manutenção das certificações internacionais para o algodão que produz, o sócio-proprietário do Grupo Horita deixa em aberto a possibilidade de processar a ONG em razão das acusações que acabaram desmentidas. "Pedi para os meus advogados analisarem", diz. "Muito esquisita essa acusação, porque sempre fizemos tudo certo. Temos leis bem severas para produção agrícola no Brasil. Se fizéssemos algo de errado, seria impossível os órgãos de fiscalização não descobrirem." Em nota, a SLC Agrícola, que está em atividade na agricultura brasileira desde 1945, também rechaçou as denúncias feitas pela Earthsight. A companhia, que emprega aproximadamente 4 mil pessoas, diz ter enviado informações e mapas à ONG. O que acabou ignorado. "Condenamos afirmações infundadas que buscam prejudicar a reputação e o histórico de sucesso da agricultura brasileira e da SLC Agrícola." Até o momento, H&M e Inditex não comentaram o resultado da auditoria. Associações do setor se manifestam Organizações ligadas à cotonicultura brasileira se manifestaram contra o relatório da Earthsight. A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) preferiu encarar a história pelo lado positivo. De acordo com a entidade, a divulgação da fake news serviu para, no fim das contas, fortalecer o setor. "O produtor brasileiro sairá fortalecido e seguirá com seus firmes propósitos de melhorias constantes na qualidade de sua produção", avalia a Anea, que lembra o fato de o Brasil ser - cada vez mais - protagonista no segmento. "Caminhamos rumo à liderança no mercado internacional do algodão." Lavoura de algodão em Cristalina, no interior de Goiás (2020) Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA Já o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, adotou postura mais enfática. Ele definiu a denúncia da ONG britânica como "falsas alegações". Ao confirmar as afirmações do Grupo Horita e da SLC Agrícola, o executivo informa que a associação atendeu aos pedidos da Earthsight em 2023. "Lamentamos que grande parte do nosso posicionamento tenha sido ignorada." Apesar de desprezados pela "investigação" feita por uma ONG estrangeira, os produtores brasileiros de algodão conseguiram, por meio de uma auditoria independente, atestar a legalidade e a qualidade de seus trabalhos. Dessa forma, o país segue ajudando a vestir o mundo - e, a partir de agora, com direito a se tornar especialista em "despir" fake news que surjam pelo caminho.

Abrapa e Mapa se reúnem para planejar o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), safra 2023-2024
03 de Maio de 2024

No dia 30 de abril, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se reuniram, em Brasília, para discutir e planejar as operações do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), para a safra 2023-2024. O objetivo foi alinhar as estratégias para garantir a credibilidade das informações sobre as características de qualidade de cada fardo de pluma participante do programa. Durante o encontro, os representantes das entidades revisaram os dados da safra 2022-2023, com foco no desempenho dos laboratórios e Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) que aderiram ao PQAB. “Um dos pontos de destaque foi a avaliação do checklist do trabalho realizado pelos inspetores de algodão das algodoeiras e pelos profissionais de pluma designados pelos laboratórios. Essa avaliação visa assegurar a precisão das informações coletadas e a confiabilidade do processo de inspeção”, explica a diretora de relações institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi. O PQAB é a certificação oficial do governo brasileiro que atesta os indicadores de qualidade do algodão produzido no país. Lançado oficialmente em 2023, o programa tem por base o Standard Brasil HVI (SBRHVI), sistema de controle de qualidade da Abrapa, ao qual são adicionados a certificação da amostragem e o controle externo feito por fiscais do ministério. Foram apresentados os resultados das auditorias feitas pelo Mapa, assim como as inconformidades mais interceptadas durante o primeiro ciclo de safra do programa. “Dos 12 laboratórios brasileiros, seis deles apresentaram nível de excelência acima de 99% de confiabilidade na calibração e assertividade de seus equipamentos. Entretanto, ainda existem grandes desafios, como a distância da confiabilidade de resultados entre esse grupo de excelência e os demais”, explicou Cid Alexandre Rozo, auditor federal agropecuário do ministério. Questões como a reprodutibilidade de resultados e o respeito às dimensões mínimas de amostra para avaliação laboratorial foram apontadas pelo auditor fiscal como uma oportunidade de melhoria. “Elas precisam avançar na rede laboratorial para que todas as avaliações sejam confiáveis dentro do comércio internacional de pluma”, afirmou Rozo. Além da análise instrumental feita em laboratórios, a certificação monitora outras atividades de amostragem, como identificação, embalagem, condicionamento e transporte das amostras. Rozo destacou como surpresa positiva da safra 2023/2024 o fato de 92% dos fardos de pluma produzidos na Bahia, participantes do PQAB, terem sido certificados pelo Mapa. O programa PQAB concentra esforços na verificação dos laboratórios e UBAs dos estados produtores de algodão, buscando garantir o cumprimento das exigências internacionais e identificar possíveis melhorias nos processos. Ao final da reunião, ficou decidido que não haverá alterações no procedimento das inspeções realizadas nas UBAs e laboratórios, e foi estabelecido uma estratégia anual para as auditorias do Mapa, que serão realizadas tanto nas UBAs quanto em todos os laboratórios participantes do programa de autocontrole do PQAB.

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
03 de Maio de 2024

Destaque da Semana - Esta semana for marcada pela queda nas cotações de algodão no destino (A Index) para o nível mais baixo desde dezembro de 2020, pressionados por vendas de fundos e demanda fraca. Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 02/05 cotado a 75,62 U$c/lp (-6,6% na semana). O contrato Dez/24 fechou a 74,18 U$c/lp (-4,4% na semana) e o Dez/25 a 74,07 U$c/lp (-2,9% na semana). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 733 pts para embarque Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 02/mai/24). Baixistas 1 - As recentes quedas nos preços foram atribuídas principalmente à atividade dos especuladores, embora influências fundamentais como boa perspectiva de oferta em ambos os hemisférios e fraca demanda tenham pesado. Baixistas 2 - Os preços do petróleo caíram cerca de 2%, para o mínimo de sete semanas, devido a um aumento surpreendente nos estoques nos EUA, à perspectiva de um acordo de cessar-fogo no Médio Oriente e à inflação persistente nos EUA. Baixistas 3 - Nos Estados Unidos, mais chuvas importantes foram recebidas em partes do Texas na última semana. Altistas 1 - Entretanto, nos preços atuais, produtores americanos indecisos podem optar por reduzir um pouco a área de algodão. Altistas 2 - Últimos dados do FMI, que preveem crescimento global de 3,2% em 2024 e 2025, podem indicar aumento no consumo de algodão este ano. Na próxima semana, teremos relatório mensal do USDA com os primeiros números 24/25. Plantio 1 - Quase 90% dos campos de algodão já foram plantados em Xinjiang – principal polo produtor da China. O fim da colheita de trigo no Paquistão acelerou o plantio de algodão – cuja área prevista na safra 2024 é de 2,3 milhões ha. Plantio 2 - Nos EUA, o plantio evoluiu na última semana de 4% para 15% da área prevista para a safra 2024. Os trabalhos aceleraram no Arizona e atingiram 18% do total estimado no Texas, principal estado produtor. EUA - Preocupado com a dificuldade em reduzir a inflação, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa anual de juros entre 5,25% e 5,5% nos EUA. A medida era esperada. Este é o mais alto patamar desde 2001. China 1 - A estimativa é de que a China plantou 2,75 milhões hectares na safra 2023/24 – 9,9% a menos que na anterior. A produção foi projetada pelo BCO em 6,01 milhões tons (11,5% a menos que no ciclo passado). China 2 - Já os números para a safra 2024/25 indicam 2,67 milhões ha (2,9% menos que na temporada 2023/24) e 5,86 milhões tons a serem colhidas (2,4% de queda em relação à safra anterior). Índia 1 - De ago/23 a fev/24, a Índia exportou 305,7 mil tons de algodão – 3x mais que o registrado de ago/22 a fev/23. Bangladesh absorveu 61% do total e a China, 25%. Índia 2 - A Índia deve produzir em 2024/25 6,1 milhões tons de algodão e consumir internamente em torno de 5,9 milhões tons. Turquia - A produção de algodão da Turquia para 2024/25 está estimada em 912 mil tons, com consumo interno de 1,8 milhão tons. Assim, as importações de algodão estão projetadas em cerca de 900 mil tons. Egito - Na safra 2024/25, o Egito estima cultivar 133,6 mil ha de algodão (25% acima do ciclo anterior). Até 30/04, o plantio alcançou 28,6 mil ha (20% da área total) - num ritmo 60% mais acelerado do que em 2023/24. Indonésia - Os indonésios importaram 25,5 mil tons de algodão em fev/24, volume 33,1% superior ao registrado em fev/23. Na análise acumulada (jul/23 a fev/24), o total é de 241,1 mil tons – 15,9% acima do ciclo anterior. Exportações - O Brasil exportou 239,8 mil tons de algodão entre 1º e 29/abr. A média diária de embarque foi 3,5 vezes maior em comparação com abr/23. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com Tabela de cotações 03.05

Relatório anual Cotton Brazil 2023
03 de Maio de 2024

Criado pela Abrapa em parceria com a Apex Brasil e a Anea, o Cotton Brazil tem como objetivo promover o algodão brasileiro no exterior e abrir novos mercados. Priorizando dez países que representam 96% das importações de algodão do Brasil, o programa realiza um extenso trabalho de pesquisa para entender o perfil dos públicos-alvo e desenvolver estratégias específicas para cada mercado. Conta ainda com o apoio dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com um escritório da Abrapa, localizado em Singapura, que é o ponto focal das atividades internacionais. Confira as informações sobre o mercado global de algodão, exportações do Brasil e informações sobre as missões, visitas técnicas e acordos bilaterais com entidades da indústria têxtil global realizadas em 2023, no link do Relatório: Relatório Cotton Brazil 2023  

GT de Sustentabilidade da Abrapa avalia ações do Programa Algodão Brasileiro (ABR)
03 de Maio de 2024

O Grupo de Trabalho (GT) de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou uma reunião online, em 30 de abril, para discutir ações relacionadas ao Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que opera em benchmarking com a Better Cotton (BC), uma das principais licenciadoras de algodão do mundo. Durante o encontro, foram abordados tópicos como o andamento das auditorias relacionadas à safra atual do ABR, a atualização dos critérios para o protocolo de certificação das Unidades de Beneficiamento de Algodão (ABR-UBA) e o calendário de compromissos com a BC para os próximos dois anos. “As auditorias para o ABR-UBA estão agendadas para o segundo semestre, e durante nossas discussões, revisamos propostas de alterações na lista de verificação dos itens do programa. Algumas sugestões, levantadas com as empresas de auditoria e as associações estaduais, foram discutidas pelo grupo. O objetivo é manter o protocolo atualizado e promover melhorias todos os anos nas unidades de beneficiamento participantes do programa”, afirmou Fabio Carneiro, gestor de Sustentabilidade da Abrapa. O ABR-UBA surgiu em 2021, quando a entidade expandiu seu programa de certificação socioambiental para incluir as Unidades de Beneficiamento de Algodão. A iniciativa tem como objetivo promover a adoção progressiva de boas práticas sustentáveis de beneficiamento nas UBAs, com base no cumprimento das legislações e normas específicas aplicáveis a essa atividade. Na safra 2022/2023, das 3,27 milhões de toneladas de algodão beneficiado, duas milhões de toneladas foram processadas em UBAs certificadas pelo programa ABR-UBA, o que representa 62% do total. Outro ponto debatido na reunião foi o cronograma de compromissos a serem cumpridos com a Better Cotton, nos anos de 2024 e 2025. “Buscamos esse alinhamento para que o licenciamento cumpra suas obrigações e que o algodão brasileiro continue se destacando no mercado global, tornando-se referência em qualidade, responsabilidade social e ambiental", complementou o gestor. Os participantes também conversaram a respeito das etapas e requisitos para a atualização da equivalência do protocolo ABR e dos princípios e critérios v3.0 da Better Cotton. A nova versão, lançada pela Better Cotton em 2023, será aplicada na certificação brasileira durante a safra 2024/2025. O aprimoramento dos protocolos de sustentabilidade, o desenvolvimento de novos indicadores-chave de desempenho e o fortalecimento do engajamento dos produtores para a melhoria contínua foram os principais temas debatidos pelo grupo.   O ABR Criado em 2012, o ABR é um programa de adesão voluntária que visa promover e melhorar práticas sustentáveis na cotonicultura brasileira, tendo como como base os pilares da sustentabilidade ambiental, social e econômica. Desde 2013, o ABR funciona em parceria com a Better Cotton, incorporando critérios internacionais ao checklist do programa brasileiro e fortalecendo a posição do algodão nacional no mercado global. Atualmente, cerca de 80% da pluma brasileira é certificada pelo ABR/Better Cotton. A certificação é fornecida com base em uma rigorosa auditoria independente conduzida por três empresas de auditoria terceirizadas independentes, formada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Genesis Certifications e Qima/WQS.  

Conselho gestor avalia positivamente o Cotton Brazil
30 de Abril de 2024

O visível aumento da presença do algodão brasileiro nos mercados-alvo do programa Cotton Brazil é uma dentre todas as metas cumpridas na iniciativa, elencadas na manhã da terça-feira (30), durante a reunião do Conselho Gestor do Projeto Setorial de Promoção de Exportações do Algodão Brasileiro, nome oficial do programa. No encontro, estiveram presentes os representantes de todas as instituições que compõem o Cotton Brazil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a reunião faz parte de uma agenda periódicas de alinhamentos prevista no convênio. “É quando avaliamos os passos que já demos e planejamos os próximos”, diz Portocarrero. Segundo ele, os resultados obtidos desde o início do projeto, em 2020, são positivos, e hoje o Cotton Brasil é reconhecido como um dos mais organizados e bem-sucedidos em seu gênero, no Brasil. “Só em 2024, serão ao todo 12 missões internacionais, promovidas pelo Cotton Brazil. Nessas ocasiões, sentimos a receptividade do mercado, e, após cada uma delas, percebemos um aumento da participação do algodão brasileiro nas importações das indústrias de fiação desses países. Isso é a razão de ser do próprio programa”, pondera o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. O Cotton Brazil trabalha com dez países-alvo: China, Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Tailândia, Coreia do Sul e Egito.  

Abrapa participa de assembleia no IPA
30 de Abril de 2024

O conselheiro consultivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e vice-presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Júlio Cézar Busato, participou da Assembleia realizada pelo IPA, em 30 de abril. Os temas em destaque incluíram a aprovação das contas mensais do instituto e a discussão de alguns vetos do governo federal a projetos em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “Devido à ausência dos parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que estavam envolvidos na FPA Itinerante, a reunião concentrou-se mais em questões internas das associadas do IPA e nos vetos do governo”, destacou Busato. A FPA Itinerante ocorreu no dia 29 de abril, durante a 29ª edição da Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Este evento reuniu produtores rurais e lideranças do setor para discutir temas como a crise no agronegócio, o fortalecimento do Seguro Rural e do Plano Safra. O IPA é composto por 48 entidades do setor produtivo agropecuário, as quais têm a responsabilidade de levantar agendas de debates e questões relacionadas ao setor. Além disso, atua como canal de comunicação entre as entidades da cadeia produtiva rural e os parlamentares envolvidos na causa. A entidade também discute e prioriza pautas para o desenvolvimento agropecuário, fornecendo informações à FPA para defesa no Congresso Nacional.

Sou de Algodão leva estudantes de Moda para conhecer a cadeia produtiva da fibra
29 de Abril de 2024

Na última sexta-feira, 26, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), proporcionou uma experiência de estudo in loco para estudantes de Moda de duas instituições, a PUC-Campinas e o Centro Universitário Senac, de São Paulo. A visita contou com a presença de 41 estudantes e docentes, e também do estilista parceiro e coordenador criativo do Senac, João Pimenta, da diretora de relações institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, e da gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, Manami Kawaguchi Torres. O encontro teve início às 9h00, em Paranapanema. Durante um café da manhã de boas-vindas, os estudantes conheceram mais sobre o cultivo do algodão em São Paulo e sobre a Associação Paulista dos Produtores de Algodão (APPA), que visa congregar os produtores de algodão do estado, a fim de promover o incentivo da produção da fibra, bem como orientar os associados em todas as fases de produção e comercialização. Após a apresentação, o grupo seguiu para a Fazenda Olhos D’água, localizada em Itaí. Por lá, os participantes puderam observar a área de 400 hectares de cultivo de algodão, além de fazer fotos no ambiente. Na fazenda, a produção média por ano é em torno de 1.900 toneladas de algodão em caroço, o que representa cerca de 800 toneladas de pluma. No início da tarde, a equipe da unidade de beneficiamento de algodão da Cooperativa Agroindustrial Holambra, de Paranapanema, apresentou o funcionamento da operação da usina, e uma técnica de segurança orientou sobre o uso dos EPIs e como manter a segurança durante a visita em suas dependências. Com isso, o grupo seguiu para a unidade de beneficiamento, que conta com equipamentos modernos para o processamento de algodão, com uma produtividade média de 15.000 kg/hora, no processamento da pluma. Para Rose Sathler, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda da PUC-Campinas, a iniciativa foi extremamente importante por aproximar os alunos dos processos de cultivo e beneficiamento do algodão por meio de uma atividade imersiva no campo. “A experiência possibilita a visualização dos processos humanos e tecnológicos que envolvem a fabricação têxtil, ampliando o repertório dos estudantes. Também vale ressaltar que a viagem até a fazenda proporciona uma situação de aprendizagem lúdica e que favorece o bem-estar e a integração dos alunos. A ação promovida pelo Sou de Algodão contribui pedagogicamente para o processo formativo dos estudantes da nossa instituição, e sublinha a importância pedagógica da parceria com a Universidade”, ressalta. “Foi muito relevante e especial conhecer mais sobre uma matéria-prima que tem grande relevância no Brasil. A experiência foi muito didática, adquirimos muitos conhecimentos sobre todos os processos pelos quais o algodão passa. É de extrema relevância para o Senac estar envolvido nesses projetos que ampliam os conhecimentos dos alunos; isso destaca que cada vez mais a instituição tem se preocupado com o conhecimento dos estudantes, mostrando a importância do que é produzido aqui no Brasil”, relata Ítalo de Oliveira, estudante do 6° semestre de Design de Moda do Senac - Santo Amaro. No final da tarde, a diretora de relações institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, realizou uma apresentação sobre a associação e o movimento Sou de Algodão. Para Silmara, experiências como essa agregam valor aos estudos. "Os futuros profissionais da moda nacional precisam conhecer as melhores matérias-primas para trabalhar. Já sabemos que o algodão é uma das principais, mas a fibra produzida no Brasil é diferenciada, porque ela é produzida para entregar responsabilidade ambiental, social e econômica. Momentos como esse só ampliam o conhecimento dos estudantes, que passam a conhecer de perto como realmente é feito o nosso algodão brasileiro, desmistificando e democratizando", finaliza. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_