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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
24 de Fevereiro de 2023

Destaque da Semana – Com o plantio no Brasil praticamente encerrado, a expectativa fica pela semeadura no hemisfério Norte.  Os EUA devem plantar a menor área em 7 anos. Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 82,41 U$c/lp (+1,43%). Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 82,22 U$c/lp (-0,30%) e o Dez/24 a 79,03 (-0,39%) para a safra 2023/24. Preços (23/02), o algodão brasileiro estava cotado a 96,50 U$c/lp (-125 pts) para embarque em Mar-Abr/23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou em 98,75 U$c/lp (-75 pts). Altistas 1 - Esta semana foi realizado o evento 2023 Annual Outlook Forum do USDA em Washington.  O órgão projeta um crescimento de 0,5% na produção (para 25 milhões de tons) e 4,4% no consumo (para 25,15 milhões de tons) em 23/24. Altistas 2 – Segundo o relatório apresentado, a taxa de crescimento da demanda será acima da média porque os fundamentos econômicos são favoráveis e as disrupções causadas pela Covid-19 chegaram ao fim. Baixistas 1 – O dólar dos EUA atingiu máxima de 7 semanas na quinta-feira com a divulgação das atas do Fed indicando que o banco deve continuar aumentando os juros. Baixistas 2 – Segundo análise da consultoria Cotlook, as margens nas vendas de fios continuam pouco atraentes para as fiações. EUA 1 - No evento do USDA, também foi divulgada a estimativa de plantio e produção dos EUA.  A área plantada no país em 23/24 deve ser a menor desde 2016/17: 4,4 milhões de hectares (10,9 milhões de acres) EUA 2 - Esta projeção de área plantada nos EUA é a menor divulgada até agora.  Os números do NCC (11,4 milhões de acres) e da revista Cotton Grower (11,6 milhões) foram maiores. EUA 3 -  No entanto, a perspectiva do USDA para a produção dos EUA em 23/24 é de 3,4 milhões de toneladas (+8%), apenas de menor área plantada. EUA 4 - A diferença é que na última safra (22/23) o abandono de lavouras foi de 46% e a estimativa para 23/24 é de 18%.  Em 21/22, o abandono foi de apenas 8,4%. China 1 - Há rumores no mercado que a China está construindo uma estratégia para exportar algodão de Xinjiang para países que produzem para mercados que não têm restrição com o produto. China 2 - Isso pode significar maior apetite chinês para algodão importado, uma vez que os mercados de alto valor agregado estão cada vez mais fechados ao algodão produzido em Xinjiang. Paquistão 1 – O presidente da Associação de Indústrias Têxteis do Paquistão informou ao governo que aproximadamente 10 milhões de trabalhadores ficarão desempregados por causa da grave crise econômica e queda nas exportações. Paquistão 2 - Fiações no país vem sofrendo com o esgotamento das reservas cambiais, o que tem tornado excepcionalmente difícil a abertura de Cartas de Crédito para importações de algodão. Turquia - A crise humanitária da Turquia continua grave e deve continuar impactando o setor têxtil local por vários meses. Exportações - De acordo com dados do MDIC, o Brasil exportou 34,7 mil tons de algodão até a terceira semana fev/23. A média diária de embarque foi 69,5% inferior quando comparado com fev/22. Semeadura 2022/23 - Até ontem (23/02): BA (99,3%); GO (88,6%); MA (100%), MG (98%), MS (100%); MT (99,9%); PI (100%); PR (100%), SP (98%). Total Brasil: 99,5% semeado. Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (23/02) 99,74% beneficiado, restando apenas o estado do Maranhão para finalizar o processo. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

Plano Nacional de Fertilizantes mira redução da dependência externa por insumos agrícolas
23 de Fevereiro de 2023

Reduzir a dependência brasileira por fertilizantes, de 80% para 50%, até 2050, é o desafio do Plano Nacional de Fertilizantes, que vem sendo trabalhado pela Câmara Técnica de Insumos Agropecuários (CTIA), a partir de 2008, e atualizado com maior afinco, desde 2022, com o início da Guerra na Ucrânia. Na última semana, o presidente da câmara, Arlindo Moura, ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e membro do Conselho Consultivo da entidade dos cotonicultores, apresentou, em reunião – que teve breve participação do ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro – o material, elaborado pelo Grupo de Trabalho designado para pensar estratégias para minimizar a subordinação dos agricultores nacionais ao fornecimento externo de insumos. Sem estes produtos, o Brasil não poderia se tornar um dos maioresplayers mundiais na produção de alimentos e algodão. A CTIA é uma câmara que envolve nove ministérios e é composta por representantes das cadeias produtivas, sobretudo do setor de insumos, como importadores e distribuidores. De acordo com Arlindo Moura, as principais frentes de ataque do problema envolvem ciência e tecnologia, síntese industrial, aspectos tributários e atração de investimentos. A produção de fertilizantes no território nacional, segundo Moura, custa caro ou é inviável, pois as jazidas são profundas e, sobretudo, na região da floresta amazônica. ""Tirar o fertilizante aqui do Brasil sai mais caro do que importar, em função da localização e da logística. Mas há um consenso de que, precisamos, em alguma medida, produzir para ficar menos refém do importado"", considera. Dentre as saídas propostas no documento, estão o aumento da oferta de produtos e processos tecnológicos, com sustentabilidade, a capacitação de profissionais na área de fertilizantes, com apoio do CNPq, a promoção da eficiência no uso do produto, assim como aumentar, em 100%, a fixação biológica do nitrogênio no solo, com práticas agronômicas. ""Hoje a dependência do Brasil por insumos, como fertilizantes, defensivos e máquinas é grande, e difícil de ser resolvida. Por isso, falamos de 30%, em 2050. É preciso tempo e muito investimento para isso e, ainda assim, não conseguiremos ser autossuficientes"", afirma Moura. No algodão, considerando o Oeste da Bahia, que planta apenas em primeira safra, os fertilizantes representam cerca de 15% dos custos de produção. Este percentual já chegou a 20%, na safra 2012/2013. Para a próxima safra, segundo o ex-presidente da Abrapa, os preços dos fertilizantes devem ser um pouco menores do que na safra em curso, 2022/2023, mesmo assim, acima dos preços históricos. A explicação para a redução, segundo ele, foi um ajuste do próprio mercado, além de esforços governamentais para a reposição de fornecedores, com o conflito no Leste Europeu. ""É preciso enfatizar o trabalho da ex-ministra Tereza Cristina, que foi rápida e precisa, na busca por novas ofertas. A importação foi maior do que nos anos anteriores, e houve uma sobra. O Canadá foi um país que cresceu bastante no fornecimento. Em outros países, dos quais já comprávamos, o volume foi aumentado. A própria Rússia mandou um pouco mais de fertilizantes do que vinha atendendo, substituindo Belarus e Ucrânia"", conclui.

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
17 de Fevereiro de 2023

- Destaque da Semana – Semana ruim para o algodão.  A fibra foi a commodity que mais caiu esta semana, atingindo a mínima de 6 semanas, motivada por questões macroeconômicas e também pela demanda mais tímida. - Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 81,25 U$c/lp (-4,97%). - Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 82,47 U$c/lp (-3,28%) e o Dez/24 a 79,34 (-3,44%) para a safra 2023/24. - Preços (16/02), o algodão brasileiro estava cotado a 97,75 U$c/lp (-275 pts) para embarque em Mar/Abr-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou em 99,50 U$c/lp (-300 pts). - Baixistas 1 – A notícia de um aumento maior que o esperado no índice PPI, de preços ao produtor (de bens e serviços), divulgada esta semana fez aumentar os temores de um aperto nos juros para combater a inflação que segue assustando os EUA. - Baixistas 2 – O foco na redução da inflação é tanto que mesmo o ótimo número de vendas no varejo divulgado esta semana (o maior aumento em quase 2 anos) é visto pelo lado negativo pelo mercado: mais aumento de juros pelo Fed podem estar sendo planejados. - Baixistas 3 – A moeda americana está em alta de 0,85% esta semana, pressionando as commodities. - Altistas 1 - Impactada por pragas, entre outros fatores, a produção da Zona do Franco na África deve ser de pouco mais de um milhão de toneladas, contra o recorde do ano passado de 1,37 milhão. - Altistas 2 – No maior produtor mundial, a Índia, as projeções da safra também estão constantemente sendo reduzidas pelas entidades locais. - Altistas 3 – As vendas de algodão para exportação dos EUA foram novamente altas. Não superaram o recorde do ano comercial da semana passada, mas foi 37% maior que ano passado. - Safra EUA 23/24 1 - O Conselho Nacional do Algodão (NCC) dos EUA divulgou pesquisa que aponta que os produtores pretendem plantar 4,6 milhões de hectares de algodão na primavera norte-americana, queda de 17% em relação a 22/23. -  Safra EUA 23/24 2 - A produção esperada, entretanto, é maior.  NCC estimou abandono médio em 22,6% e produtividade de 956 kg/ha, projetando uma safra nos EUA de 15,7 milhões de fardos de 480 libras, 1 milhão de fardos a mais que a atual (22/23). -  Safra EUA 23/24 3 - A pesquisa do NCC foi realizada de meados de dezembro a meados de janeiro, em um momento que a relação de preço entre as commodities estavam em seu pior nível para o algodão em várias décadas. - China -A Beijing Cotton Outlook divulgou sua primeira previsão de oferta e demanda para a temporada 2023/24.  A produção foi estimada em 6,15 milhões de toneladas (-6% em relação a 22/23). - Austrália - China e Austrália dão sinais que as tensões que levaram ao boicote às importações de algodão entre outros produtos pela China pode estar chegando ao fim.  Diplomatas dos dois países devem se encontrar nos próximos dias para discutir o fim das restrições ao comércio entre os países que vigora desde 2020. - Paquistão - O Paquistão vem sofrendo grande crise econômica. Não bastassem as enchentes do ano passado que destruíram as lavouras, as baixas reservas cambiais e a depreciação da moeda desencadeiam um aumento na inflação. - Turquia -  Segundo a Anea, há estimativas de que os portos levarão seis meses para voltar a operar normalmente devido aos danos causados pelo terremoto deste mês. - Qualidade - Os primeiros inspetores designados pelos laboratórios de análise de algodão foram capacitados nesta semana. Eles vão aferir todas as etapas dos processos para a certificação do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro do MAPA em parceria com a Abrapa. - Exportações - De acordo com dados do MDIC, o Brasil exportou 17,6 mil tons de algodão até a segunda semana fev/23. A média diária de embarque foi 74,9% inferior quando comparado com fev/22. - Semeadura 2022/23 - Até ontem (16/02): BA (99,3%); GO (88,31%); MA (100%), MG (96%), MS (100%); MT (96%); PI (100%); PR (100%), SP (97%). Total Brasil: 96,7% semeado. -  Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (16/02) 99,7% beneficiado, restando apenas o estado do Maranhão para finalizar o processo. ?? Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

Inspetores de algodão em pluma recebem treinamento para a “certificação oficial”
16 de Fevereiro de 2023

Fortalecimento da confiança no Brasil, como origem, e, no algodão brasileiro, como produto; economia de tempo e recursos com burocracia e retrabalho e um mais que bem-vindo incremento no preço-base da commodity formam o tripé que alicerça a nova iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), juntamente com o governo brasileiro, na meta de fazer o país galgar o patamar de maior exportador de algodão, até 2030. O Programa de Autocontrole para a Certificação de Conformidade da Qualidade do Algodão Brasileiro, chancelado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), é baseado nos moldes do tradicional e bem-sucedido “green card” americano, que representa uma espécie de passe livre da pluma dos Estados Unidos, com o pressuposto de que a análise do produto comercializado é fidedigna e dispensa esforços em rechecagem. Na terça-feira (14), a Abrapa capacitou os primeiros inspetores designados pelos laboratórios de análise de algodão do país, para o programa. Eles vão aferir todas as etapas dos processos, desde o recebimento da “mala”, pelo laboratório, até a emissão do resultado da análise de HVI (High Volume Instrument). O treinamento ocorreu sob a supervisão da Superintendência Federal de Agricultura do Distrito Federal, SFA/DF, e foi aprovado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do mesmo ministério. Novas capacitações estão previstas para inspetores de algodão em pluma, das unidades de beneficiamento, a partir de março. O autocontrole, que é o cerne do programa, segundo o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, vai simplificar etapas e dispensar a necessidade de rechecagem do algodão, pelos países de destino.  Neste primeiro momento, a meta da Abrapa e do governo brasileiro é validar o sistema na China, e, como consequência, cotonicultores e Mapa acreditam que os demais compradores seguirão o mesmo caminho que o gigante asiático. “Trata-se de um processo auto declaratório. Parte-se do princípio de que as informações fornecidas são fidedignas, e, em caso de inconsistência nos dados, haverá punições cabíveis”, diz Portocarrero, comparando o programa à corriqueira Declaração de Imposto de Renda. Para ele, este modelo irá dispensar uma presença mais intensiva do auditor fiscal. “Essa mudança na operação irá representar agilidade, com ganho em torno de dez dias, entre a chegada do algodão ao porto e deste à indústria. Isso faz toda a diferença para quem compra e para quem vende”, conclui o diretor, que abriu os trabalhos durante a manhã, no treinamento. Da sede da Abrapa, em Brasília, os inspetores partiram para a fazenda Pamplona, do Grupo SLC Agrícola, no município de Cristalina/GO, para entender em detalhes o processo, na Usina de Beneficiamento de Algodão (UBA), da propriedade rural. Para o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, pensar numa certificação oficial que ateste a conformidade na análise de algodão só é possível porque o Brasil fez o “dever de casa”, desenvolvendo e consolidando programas estruturantes na rastreabilidade e na qualidade dos laudos de análise. “Nosso Sistema Abrapa de Identificação (SAI) começou em 2004. A entidade era então recém-criada e já tínhamos em mente a importância da rastreabilidade fardo a fardo da nossa pluma. Em 2011, começamos a desenhar o programa SBRHVI, que foi lançado para o mundo em 2016, mostrando que os laudos dos nossos laboratórios são confiáveis, padronizando a análise de fibra por instrumentos, no Brasil, e harmonizando os resultados aferidos”, diz Schenkel, referindo-se ao programa Standard Brasil HVI. Ele acredita que a certificação oficial será um grande passo para o algodão brasileiro, com resultados para todas as partes envolvidas nas transações comerciais com a commodity nacional. Segundo Cid Alexandre Rozo, auditor federal agropecuário do Mapa, que juntamente com a também auditora federal, Tatiana Brito, conduziu o treinamento nos tópicos relativos aos processos no âmbito do ministério, o conteúdo foi dividido em conceito e prática. “A capacitação foi importante para uniformizar as informações, assim como para facilitar o entendimento, pelos inspetores, sobre seu papel, responsabilidade e o que se espera da atuação deles na certificação. Há uma série de procedimentos que precisam ser cumpridos, que precisam ser conhecidos e entendidos como chaves para a confiabilidade”, disse.

Inspetores de algodão em pluma recebem treinamento para a “certificação oficial”
15 de Fevereiro de 2023

Fortalecimento da confiança no Brasil, como origem, e, no algodão brasileiro, como produto; economia de tempo e recursos com burocracia e retrabalho e um mais que bem-vindo incremento no preço-base da commodity formam o tripé que alicerça a nova iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), juntamente com o governo brasileiro, na meta de fazer o país galgar o patamar de maior exportador de algodão, até 2030. O Programa de Autocontrole para a Certificação de Conformidade da Qualidade do Algodão Brasileiro, chancelado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), é baseado nos moldes do tradicional e bem-sucedido ""green card"" americano, que representa uma espécie de passe livre da pluma dos Estados Unidos, com o pressuposto de que a análise do produto comercializado é fidedigna e dispensa esforços em rechecagem. Na terça-feira (14), a Abrapa capacitou os primeiros inspetores designados pelos laboratórios de análise de algodão do país, para o programa. Eles vão aferir todas as etapas dos processos, desde o recebimento da ""mala"", pelo laboratório, até a emissão do resultado da análise de HVI (High Volume Instrument). O treinamento ocorreu sob a supervisão da Superintendência Federal de Agricultura do Distrito Federal, SFA/DF, e foi aprovado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do mesmo ministério. Novas capacitações estão previstas para inspetores de algodão em pluma, das unidades de beneficiamento, a partir de março. O autocontrole, que é o cerne do programa, segundo o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, vai simplificar etapas e dispensar a necessidade de rechecagem do algodão, pelos países de destino.  Neste primeiro momento, a meta da Abrapa e do governo brasileiro é validar o sistema na China, e, como consequência, cotonicultores e Mapa acreditam que os demais compradores seguirão o mesmo caminho que o gigante asiático. ""Trata-se de um processo auto declaratório. Parte-se do princípio de que as informações fornecidas são fidedignas, e, em caso de inconsistência nos dados, haverá punições cabíveis"", diz Portocarrero, comparando o programa à corriqueira Declaração de Imposto de Renda. Para ele, este modelo irá dispensar uma presença mais intensiva do auditor fiscal. ""Essa mudança na operação irá representar agilidade, com ganho em torno de dez dias, entre a chegada do algodão ao porto e deste à indústria. Isso faz toda a diferença para quem compra e para quem vende"", conclui o diretor, que abriu os trabalhos durante a manhã, no treinamento. Da sede da Abrapa, em Brasília, os inspetores partiram para a fazenda Pamplona, do Grupo SLC Agrícola, no município de Cristalina/GO, para entender em detalhes o processo, na Usina de Beneficiamento de Algodão (UBA), da propriedade rural. Para o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, pensar numa certificação oficial que ateste a conformidade na análise de algodão só é possível porque o Brasil fez o ""dever de casa"", desenvolvendo e consolidando programas estruturantes na rastreabilidade e na qualidade dos laudos de análise. ""Nosso Sistema Abrapa de Identificação (SAI) começou em 2004. A entidade era então recém-criada e já tínhamos em mente a importância da rastreabilidade fardo a fardo da nossa pluma. Em 2011, começamos a desenhar o programa SBRHVI, que foi lançado para o mundo em 2016, mostrando que os laudos dos nossos laboratórios são confiáveis, padronizando a análise de fibra por instrumentos, no Brasil, e harmonizando os resultados aferidos"", diz Schenkel, referindo-se ao programa Standard Brasil HVI. Ele acredita que a certificação oficial será um grande passo para o algodão brasileiro, com resultados para todas as partes envolvidas nas transações comerciais com a commodity nacional. Segundo Cid Alexandre Rozo, auditor federal agropecuário do Mapa, que juntamente com a também auditora federal, Tatiana Brito, conduziu o treinamento nos tópicos relativos aos processos no âmbito do ministério, o conteúdo foi dividido em conceito e prática. ""A capacitação foi importante para uniformizar as informações, assim como para facilitar o entendimento, pelos inspetores, sobre seu papel, responsabilidade e o que se espera da atuação deles, na certificação. Há uma série de procedimentos que precisam ser cumpridos, que precisam ser conhecidos e entendidos como chaves para a confiabilidade"", disse. 14.02.2023 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064

Primeiro estado a colher o algodão na safra 2022/2023, São Paulo recebe a visita do presidente da Abrapa
15 de Fevereiro de 2023

As máquinas já estão a postos e, os cotonicultores, na contagem regressiva para maio, quando o estado de São Paulo dará início à colheita da safra 2022/2023, abrindo a temporada no Brasil. O estado, um dos nove a produzir a fibra no país, plantou nove mil hectares, neste ciclo, e espera colher em torno de 12 mil toneladas da pluma, que terão como principal destino o mercado interno. Nas últimas segunda e terça-feira, 13 e 14 de fevereiro, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, e o diretor técnico do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Adilson Ferreira dos Santos, visitaram a Associação Paulista dos Produtores de Algodão (Appa) e a usina de beneficiamento Holambra Cooperativa. O objetivo dos encontros foi ouvir os produtores locais, ver de perto o desenvolvimento das lavouras em Campos de Holambra, os projetos que estão sendo executados pelo IBA, nesta região produtiva, além de traçar estratégias para o futuro. ""São Paulo planta e colhe mais cedo do que os outros estados, e, nesta época, eles já estão numa fase bem avançada nos tratos culturais. As lavouras mostram o potencial produtivo e estão bem bonitas. Nós pudemos ver a realidade de cultivo da região de Campos de Holambra. A diferença no calendário não é a única. Eles se destacam pelo modelo de cooperativismo, que funciona muito bem aqui. Mas as diferenças acabam por aí. Embora a área plantada seja menor, os cotonicultores paulistas são muito tecnificados, organizados e preocupados com produtividade e sustentabilidade, como os demais estados"", compara Schenkel, explicando, ainda, que a oferta para esta região se dá nos meses de maio e junho. ""Dentre os planos para o futuro, que conversamos durante a visita, está a atração de mais produtores para a cotonicultura. O desafio da cooperativa é por taxas de juros mais favoráveis para o financiamento, tanto de investimento quanto de custeio, para os produtores.  Uma demanda não apenas de São Paulo, mas do Brasil"", concluiu. Segundo Adilson Santos, esta visita foi importante para aproximar ainda mais a Abrapa e o IBA dos cotonicultores locais. ""Foi muito bom ver a execução dos projetos em campo e tratar de planejamento estratégico, na ocasião"", disse o diretor. 15.02.2023 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064

Sumitomo Chemical renova apoio ao Movimento Sou de Algodão, que fomenta a produção responsável da pluma
14 de Fevereiro de 2023

Uma das principais companhias de soluções para agricultura do mundo, a Sumitomo Chemical renovou o apoio ao Movimento Sou de Algodão, projeto lançado em 2016 que visa unir toda a cadeia, do produtor ao consumidor final, para despertar o consumo sustentável do produto no Brasil, que, segundo o movimento, é o maior fornecedor de algodão responsável no mundo. O Sou de Algodão evidencia a sustentabilidade, respeitando o meio ambiente, a legislação trabalhista e a qualidade, tudo isso com rastreabilidade em todos os elos da cadeia. A iniciativa foi idealizada pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). “Temos produtos que são indispensáveis para a cotonicultura brasileira, como o acaricida Smite e o regulador de crescimento Promalin. O apoio ao Movimento Sou de Algodão é parte de um projeto da Sumitomo Chemical para contribuir para o segmento”, afirma a gerente de Inseticidas e Cultura de Algodão, Suellen Drumond. “Nós, da Abrapa, ficamos imensamente satisfeitos pela renovação do apoio da Sumitomo Chemical ao Movimento Sou de Algodão. Esse engajamento de toda a cadeia produtiva é muito importante. Ele mostra um alinhamento de propósitos ao promover uma matéria-prima responsável em sua forma de produzir e que, por seus próprios atributos naturais, é amigável ao meio ambiente. O algodão gera desenvolvimento social e deixa legado positivo para as próximas gerações, e isso é tudo o que nossos apoiadores desejam”, destaca o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. Além do Sou de Algodão, a Sumitomo Chemical apoia o projeto “Algodão que aquece”, que doa agasalhos 100% de algodão para estudantes de escolas rurais no oeste da Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás de Mato Grosso. Harmonia na lavoura “Investimos no fortalecimento da cadeia de cotonicultura com ações que promovem a produção sustentável, com respeito ao meio ambiente e à legislação trabalhista. O movimento tem o objetivo de mostrar a importância da cadeia também na ponta”, reforça Drumond. A Sumitomo Chemical tem um completo portfólio de soluções para o desenvolvimento das lavouras. Além dos produtos citados anteriormente, o produtor pode contar com os herbicidas Biffo, Crucial e Sumyzin, os inseticidas Abaday e Legion, os produtos para tratamento de sementes Inside FS e Maestro FS e um completo “Manejo Fisiológico” para o algodoeiro com Promalin, Nadran, Punto e Impulse, que garantem a arquitetura perfeita da lavoura, maior eficiência operacional e fitossanitária, uma desfolha precisa e abertura de maçãs uniforme, trazendo mais produtividade e qualidade de fibra. As soluções sustentáveis da Sumitomo Chemical atuam para o agricultor colher todo o potencial produtivo da cultura em harmonia com os inimigos naturais das pragas. “Atuamos em todo o ciclo da cultura. O nosso portfólio é pensado na sustentabilidade ao longo do ciclo e não somente em uma etapa”, conta a gerente da Sumitomo Chemical. Para a safra 22/23, a produção de pluma brasileira deve crescer quase 20% comparada à anterior, alcançando quase 3 milhões de toneladas. Os dados são da Abrapa.

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão no seu WhatsApp
11 de Fevereiro de 2023

- Semana 1 – Esta semana um devastador terremoto atingiu a região Sudeste da Turquia e Norte da Síria. Este desastre natural, que está entre os dos 10 maiores deste século, atingiu o coração da indústria têxtil da Turquia. - Semana 2 – A Turquia é o 5º maior importador mundial de algodão e as cidades de Gaziantep e Kahramanmaraş, localizadas na região do epicentro do terremoto, são os principais polos da indústria têxtil do país. - Semana 3 – Felizmente, nossos amigos e clientes turcos estão a salvo, mas certamente estão sofrendo muito com as consequências desse desastre de proporções que ainda estão sendo avaliadas. - Semana 4 – Sensibilizados com o ocorrido, a Abrapa e a Anea enviaram nota de condolências e estão se mobilizando também para ajudar de outras formas a região atingida. - Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 85,50 U$c/lp (-1,03%). - Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 85,27 U$c/lp (-0,85%) e o Dez/24 a 82,17 (-0,90%) para a safra 2023/24. - Preços (09/02), o algodão brasileiro estava cotado a 100,50 U$c/lp (0 pts) para embarque em Fev/Mar-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou em 102,50 U$c/lp (-50 pts). - Altistas 1 - O relatório de oferta e demanda do USDA divulgado esta semana reduziu mais a produção mundial (-223 mil tons) do que o consumo (-41 mil tons) - Altistas 2 – Consequentemente, os estoques finais previstos para 22/23 caíram para 19,4 milhões de tons (-185 mil tons). - Altistas 3 – Esta semana, os EUA divulgaram as maiores vendas semanais de algodão desde maio de 2022 (59 mil toneladas), sendo 1/3 para a China. - Baixistas 1 – O terremoto na Turquia atingiu o coração da indústria têxtil no país.  O país, que consome 1,74 milhões de toneladas/ano, teve seus trabalhadores, indústrias e infraestrutura atingidos. - Baixistas 2 – Com as taxas de juros ainda em escalada, o consumo e investimento tem sido impactado ao redor do mundo. - China x EUA - As esperanças de uma acalmada nas complicadas relações EUA-China diminuíram depois que um suposto balão espião chinês foi abatido ao cruzar o espaço aéreo americano. - EUA - Neste domingo pela manhã, o National Cotton Council (NCC) dos EUA deve divulgar sua estimativa de plantio e safra para 2023/24. - China - Os preços na China estão em franca recuperação após o ano novo chinês, com a demanda mais aquecida. Nos últimos 30 dias, o índice chinês de preços aumentou 8,5% para o equivalente a 106,8 U$c/lp. - Plantio - No hemisfério norte, agricultores de algumas regiões do Paquistão que plantam mais cedo já começaram o preparo de solo. - Oferta e Demanda - No relatório mensal do USDA, a safra mundial foi projetada em 24,90 milhões (-223 mil tons) e o consumo em 24,09 milhões (-41 mil tons). - Brasil - A Conab divulgou boletim de safra onde aponta que a produção de algodão no Brasil deve atingir 3,04 milhões de toneladas na safra 2022/23, um aumento de 19,2% em relação à safra anterior. O cenário deve-se ao aumento de área e de produtividade do algodão. - Semeadura 2022/23 - Até ontem (09/02): BA (99,3%); GO (87,7%); MA (100%), MG (93%), MS (100%); MT (81%); PI (100%); PR (100%), SP (94%). Total Brasil: 86% semeado. - Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (09/02) 99,6% beneficiado, restando apenas o estado do Maranhão para finalizar o processo. - Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Fevereiro23.pdf Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com