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Abrapa colabora com pesquisa norte-americana sobre condições de trabalho no Brasil
01 de Dezembro de 2023

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, recebeu a visita da representante do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, Jacqueline Jesus, no dia 29 de novembro, na sede da entidade, em Brasília. O encontro teve como objetivo a apresentação da pesquisa em andamento, realizada em parceria com o governo brasileiro, sobre as condições de trabalho no país, e a solicitação de colaboração da Abrapa. Durante o encontro, Portocarrero apresentou pilares de trabalho desenvolvidos pela entidade e disse que a Abrapa irá colaborar com a pesquisa, disponibilizando de dados relacionados à cadeia do algodão. “Atualmente, 86% das fazendas produtoras da pluma possuem certificação socioambiental, por meio do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Essa certificação atesta o cumprimento das leis trabalhistas e a ausência de práticas de trabalho escravo nas lavouras”, afirmou.

Cotonicultores brasileiros são destaque em avenida famosa de Nova York
30 de Novembro de 2023

Com o slogan “Nossa fibra veste o mundo”, produtores brasileiros de algodão estão sendo homenageados na Times Square, famosa e icônica área comercial e de entretenimento localizada no coração de Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos. Em uma tela de led gigante, próximo à Nasdaq (bolsa eletrônica de valores), doze cotonicultores, que juntos cultivam mais de 100 mil hectares da pluma, terão seus rostos e nomes estampados até o dia 18 de dezembro, período de intensa movimentação turística no local. Inédita, a ação é uma iniciativa da Girassol Agrícola, empresa líder na produção de sementes de algodão, e teve início nesta segunda-feira, 27. Além do slogan, já utilizado pela empresa há cerca de três anos, durante 15 segundos os painéis mostram um dos homenageados vestidos como verdadeiros astronautas do campo. A comparação é uma alusão ao trabalho do produtor e defende que este tem muitos pontos em comum com o profissional do espaço. “Ambos trabalham com riscos, com situações que nem sempre controlam, mas estão diariamente buscando ganhos futuros para a humanidade. Com relação ao agricultor é a produção de alimentos para toda a população” explica Rodrigo Lopes, gerente de marketing da Girassol Agrícola. O objetivo, segundo o profissional, é homenagear o cotonicultor brasileiro nessa grande vitrine que é a Times Square, onde o “mundo” poderá ver, demonstrando dessa forma o orgulho de trabalhar com a cultura e tê-lo como parceiro. “Sabemos que o cultivo do algodão é de alto investimento, e de alto risco também. São poucos os produtores que tomam essa decisão e para isso eles precisam reservar áreas de muito valor em suas propriedades, que levam uma série de investimentos, e não só de máquinas, mas sim de conhecimento, pois é uma cultura que exportamos, que não é nativa do Brasil”, comenta. Kriss Corso, um dos diretores à frente do Grupo JCN, que cultiva 15 mil hectares de algodão em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, é um dos homenageados e vê a iniciativa como um reconhecimento a toda a classe agrícola. “Acredito que toda homenagem para o agricultor é muito válida, sabendo as dificuldades que enfrentamos a cada safra e o empenho colocado a cada ciclo. Fico muito feliz por ser um dos escolhidos para representar os produtores de algodão, que têm um desafio enorme com o nível de profissionalismo, gestão e adoção de novas tecnologias para seguir em evolução a cada ano”, frisa. Ele relembra que o Grupo teve início em 1967 com o plantio de algodão em São Paulo, expandiu para o Centro-Oeste em 1996, com área em Chapadão do Sul, e destaca o legado de seu avô. “Eu dedico essa ação para aquele que me ensinou a ter amor por essa cultura, meu avô Josué Corso Netto. E também não posso deixar de falar do meu professor e diretor agrícola do Grupo JCN, Elson Aparecido Esteves e aqueles que ajudaram a desenvolver a agricultura e especialmente o cultivo de algodão, Jonas Guerra (In memorian) e Enrique Rojas Puyu (In memorian), além de todos os agricultores espalhados pelo nosso País”, acrescenta. Momento promissor De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a estimativa de produção para a safra 2022/2023 é de 3,23 milhões de toneladas de pluma neste ciclo, uma alta de 26,5% em relação à safra passada, 2021/2022. Ainda segundo o último Relatório de Safra da entidade, de 14 de novembro, para 2023/24 as estimativas apontam para um crescimento de 8,4% na área plantada com algodão em todo o País, que deve chegar a 1,81 milhão de hectares. A produção é preliminarmente aguardada para alcançar 3,29 milhões de toneladas, 2% a mais em relação à safra recém-colhida. Em Mato Grosso, maior produtor nacional da pluma, o Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, estima uma área de 1,31 milhão de hectares para a temporada futura, com aumento de 9,10% ante a safra 2022/23. O cenário climático, que dificultou o início da safra de soja e a expansão das áreas, está sendo preponderante para a decisão de dar lugar ao algodão na primeira safra. Além disso, há indecisões com relação ao plantio do milho, favorecendo também a cotonicultura. “Hoje, será uma saída (o plantio do algodão) para o aumento de receita do produtor”, pontua Lopes, da Girassol. Qualidade e mercado internacional O Brasil está na terceira colocação no ranking dos maiores produtores mundiais de algodão, para a temporada 2023/24, de acordo com o USDA. É o primeiro ano-safra em que a produção brasileira supera a americana. Com relação à exportação, o Brasil permanece como segundo colocado nas previsões desse período, com estimativa de vender para outros países (de ago/23 a jul/24) o montante de 2,40 milhões de toneladas. Os números são a prova de que a qualidade do algodão brasileiro é reconhecida internacionalmente e esse aspecto tem ganhado relevância através do trabalho de promoção comercial feito lá fora. Programas como o Cotton Brazil da Abrapa, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - Apex-Brasil e da Anea - Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, representam um novo passo da pluma brasileira no mercado global. Outra característica interessante é que o algodão nacional é a primeira cadeia produtiva a ser certificada por autocontrole no país. A certificação voluntária reforça a autenticidade dos laudos de análise por instrumento de alto volume do tipo HVI, o tipo de classificação mais utilizada nas transações com algodão em todo o mundo. Girassol Agrícola - Há mais de 40 anos no mercado, a Girassol Agrícola iniciou suas atividades em 1982 no Estado de Mato Grosso, na região da Serra da Petrovina. Consolidada como uma das melhores e mais produtivas empresas do agronegócio brasileiro, atualmente, as principais atividades do grupo se concentram na produção e comercialização de sementes de soja, milho, algodão e reflorestamento de eucalipto, utilizando alta tecnologia de produção e máquinas de última geração. São quatro unidades de produção em MT, nos municípios de Pedra Preta (Serra da Petrovina), Jaciara, Torixoréu e Aripuanã, além de duas unidades de produção terceirizadas nos estados de Goiás e Bahia.   Fonte: Primeira Hora

Sou de Algodão e Cotton Brazil são premiados com dois pratas na 21ª Mostra ABMRA
30 de Novembro de 2023

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi um dos destaques na 21ª Mostra de Comunicação Agro ABMRA, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, ao receber o prêmio prata na categoria “Projetos Digitais”, com o Programa SouABR, rastreável da semana ao guarda-roupa. Cotton Brazil também esteve presente e ganhou o segundo lugar ao concorrer com iniciativas de “Ações Dia de Campo”, com a Buyer's Mission, missão para compradores internacionais do algodão brasileiro. O anúncio foi realizado na quarta-feira (29/11), durante cerimônia transmitida pelo canal do YouTube da ABMRA. Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, receber esse reconhecimento é um marco significativo. “O nosso programa de rastreabilidade ganhou pela segunda vez consecutiva, sendo que ano passado tivemos a medalha de bronze. Isso reflete o nosso compromisso com a transparência da cadeia e com a inovação digital. Por isso, vamos renovar nosso empenho em conectar o campo com o consumidor final e promover a cultura do nosso algodão brasileiro cada vez mais consciente e responsável”. Neste ano, Sou de Algodão também concorreu em outras categorias. Em “Filme ou campanha para TV, cinema ou plataformas digitais: dia mundial do algodão”, o vídeo desenvolvido para o Dia Mundial do Algodão de 2022, com a participação da jornalista Maria Prata, foi o escolhido para representar. Para conferir, clique aqui. Já em  “campanhas de valorização do agro”, o desfile que aconteceu no São Paulo Fashion Week (SPFW), do ano passado, foi a aposta do movimento. Confira os looks apresentados aqui. Os canais de comunicação digital do Sou de Algodão (site, mídias sociais, e-mail e WhatsApp) estavam concorrendo como “projetos de conteúdo em qualquer plataforma de mídia”. Essa foi a terceira edição consecutiva em que o movimento foi contemplado no evento. Em 2022, foram conquistados os troféus “Espantalho de Ouro” na categoria “Campanha Promocional/Varejo/Campanha de PDV” e prêmio bronze em “Projeto Digitais”. Todos estavam relacionados com o lançamento do Programa SouABR e o desenvolvimento do sistema de blockchain, que permite que o consumidor, através da leitura de um QR Code na etiqueta, acesse toda a trajetória do algodão certificado ABR e as empresas envolvidas na produção da peça rastreável. Mostra de Comunicação Agro ABMRA  A Mostra de Comunicação Agro ABMRA tem o objetivo de contribuir para o aprimoramento das técnicas e gestão da comunicação do agronegócio por meio da premiação de profissionais, empresas e instituições. O prêmio tem caráter nacional e contempla, em 15 categorias, peças, campanhas, programas e cases, desenvolvidos e divulgados no país. Fundada em 1979, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR), reúne cooperativas, indústrias fornecedoras dos principais insumos, bens e serviços, veículos de comunicação, agências de propaganda, empresas de pesquisa e empresas de consultoria especializadas no agronegócio. Seu objetivo é fomentar o conhecimento e as boas práticas no marketing agro, nas suas várias cadeias e segmentos do mercado, buscando um melhor entendimento do seu valor pela sociedade em geral. Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao

Abrapa e CBRA em recesso, nos dias 30/11 e 01/12/2023, em função do feriado distrital: Dia do Evangélico
30 de Novembro de 2023

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) estarão em recesso, nos dias 30/11 e 01/12/2023, em função do feriado distrital: Dia do Evangélico. As atividades serão retomadas em 04/12/2023 (segunda-feira), no horário normal de funcionamento.

Para a Abrapa, aprovação do PL 1459/2022 foi um grande avanço
29 de Novembro de 2023

Uma das principais defensoras da modernização no sistema de registro de defensivos agrícolas no Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) comemorou a aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei 1459/2022, que agora segue para sanção presidencial. Para a associação dos cotonicultores, a mudança no sistema de registros, proposta no PL, vai tornar os processos mais eficientes, transparentes e seguros, diversificando as moléculas disponíveis para o produtor, e, consequentemente, reduzirá riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Para o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, ainda que o texto não tenha sido integralmente aprovado, a votação no Senado já é uma vitória. “Esperamos mais de 20 anos para que isso acontecesse. Ao contrário do que alguns podem pensar, o PL não torna a legislação mais frouxa. A partir de agora, a Avaliação dos Riscos do produto se torna obrigatória. O Ministério da Agricultura e Pecuária terá a coordenação do sistema, mas todo o processo será colegiado, com a Anvisa e o Ibama, sem tirar as competências dos órgãos de controle e fiscalização”, argumenta Schenkel. Pelo texto, os prazos para registro deverão ser de 24 meses para novos produtos, 12 meses para o registro de genéricos (off patent) e de 180 dias para a inclusão de novas fábricas e culturas. Atualmente, para que uma nova molécula possa chegar ao mercado, leva-se em torno de oito a dez anos. O presidente destaca que a legislação brasileira para registro de pesticidas é uma das mais rígidas do mundo e o Brasil é um dos poucos países que possui receituário agronômico para uso e comercialização dos produtos. “O Brasil desenvolveu um modelo de agricultura tropical que se tornou referência mundial em sustentabilidade e produtividade. E fez isso com pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, porque não é fácil produzir nos trópicos, onde as condições são extremamente propícias ao ataque de pragas e doenças”, pondera Schenkel. “Termos acesso a moléculas mais modernas potencializa nossa matriz de manejo integrado, que hoje cada vez mais já conta com os biológicos”, explica. 29.11.2023 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019

Abrapa prestigia Prêmio Abapa de Jornalismo em Salvador
29 de Novembro de 2023

Depois de participar da etapa de visitas técnicas e ciclo de palestras dos estudantes de jornalismo às áreas-chave da cadeia produtiva do algodão na região Oeste da Bahia, falando sobre as iniciativas da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção, a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, acompanhou a última e mais esperada das fases do Prêmio Abapa de Jornalismo, a cerimônia de premiação, realizada na noite da terça-feira, 28 de novembro, no teatro da Casa do Comércio, em Salvador. Trata-se de uma ação desenvolvida pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) como uma forma de reconhecer o trabalho dos profissionais de todo o Brasil, que atuam na cobertura jornalística do algodão baiano, assim como de incentivo à formação de futuros jornalistas do setor. Estes últimos integram a categoria “Jovem Talento”, que, antes de submeter seus trabalhos à avaliação da comissão julgadora, têm a oportunidade de conhecer presencialmente uma boa mostra do que é a cadeia produtiva, acompanhando a colheita, o beneficiamento, a classificação, dentre outros elos, conversando com as fontes, para, finalmente, escolher as pautas que irão desenvolver. “Sair da sala de aula e ‘ver de perto’ como as coisas acontecem é um poderoso aliado na aprendizagem de um conteúdo e na mitigação dos ruídos de comunicação”, explica Silmara Ferraresi. “Na Abrapa, assim como as estaduais, acreditamos na educação e desenvolvemos experiências semelhantes, como o Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, e as Cotton Trips, com jornalistas e outros profissionais. Eventos assim estreitam os laços entre jornalistas e fontes, estimulando a comunicação transparente, ética e verdadeiramente informativa, como deve ser. A Abapa está de parabéns por criar, manter e sempre aprimorar esta iniciativa”, afirmou. Para o presidente da associação baiana, Luiz Carlos Bergamaschi, ter o suporte da Abrapa é muito importante. “A Abapa agradece à Abrapa, na pessoa da Silmara, por acreditar nesse projeto e participar dele, desde as etapas anteriores à premiação, levando informação precisa e de qualidade sobre o algodão brasileiro e a sua cadeia produtiva, da semente até o guarda-roupa. Com esse prêmio, contribuímos para a formação desses profissionais do futuro”, concluiu. 29.11.2023 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019

Produtores e empresas apostam em técnica que recupera áreas
29 de Novembro de 2023

“O produtor rural não consegue produzir se não tiver equilíbrio ecológico. A gente depende economicamente de uma natureza preservada.” A fala do produtor de soja Joel Carlos Hendges, de Balsas (MA), resume o conceito de agricultura regenerativa, ou Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), aplicada com a adoção de técnicas de cultivo ambientalmente inteligentes, com práticas voltadas para o enfrentamento das mudanças climáticas, proteção do solo e da água. Esse modo de plantar e colher, com técnicas simples, respeitando a natureza, recupera o ecossistema biológico e aumenta a produtividade, dando mais rentabilidade ao produtor. Em um mercado mundial com apelos crescentes, sobretudo na Europa, por produtos agropecuários produzidos sem derrubar árvores, a agricultura regenerativa é uma resposta brasileira às pressões globais contra as emissões de gases de efeito estufa. Entre as culturas em que o modelo está mais avançado destaca-se o café, cuja produção pode ser a mais atingida pelas mudanças do clima. O Brasil é o maior produtor mundial, colhendo cerca de 3 milhões de toneladas por ano. É também o maior exportador do planeta, o que o obriga a acompanhar a mudança no perfil do consumidor de café no mundo, cada vez mais exigente de sustentabilidade ambiental na produção. A Embrapa Café desenvolve projetos de sistemas produtivos integrados, com o uso da forrageira braquiária como planta de cobertura nas entrelinhas do cafezal para manter o solo protegido contra o sol, ventos e erosões. É literalmente plantar capim para controlar o mato. A tecnologia traz impactos regenerativos, armazenando e reciclando nutrientes, e reduz de 30% a 40% o uso de herbicidas. E também diminui a temperatura média do solo, evitando a evaporação direta da água e elevando em 20% sua disponibilidade para a planta. Reduz, ainda, em 40% o uso de máquinas e implementos. A Embrapa desenvolveu também cultivares – variedades de plantas – de café mais adequados para diferentes ecossistemas brasileiros, como as matas de Rondônia, as regiões serranas do Espírito Santo, as encostas da Mantiqueira, em Minas Gerais, e os campos do Paraná. “O produtor deve buscar a cultivar que mais se adapta às condições de clima e solo, e de acordo com suas necessidades de produção”, disse o chefe-geral da Embrapa Café, Antonio Fernando Guerra. Ele lembrou que estão em desenvolvimento os protocolos para nosso café carbono neutro. Prática Desde que iniciou a mudança no sistema de produção, em 2017, o cafeicultor Ricardo Bartholo, da Fazenda Cinco Estrelas, em Minas Gerais, conseguiu avançar do modelo convencional para a cafeicultura regenerativa e, daí, para o café orgânico com certificação. A mudança foi gradativa, mas irreversível, segundo ele. “Mudei a minha visão em relação ao café. Iniciei com o uso de compostagem com material que já tinha na fazenda, depois introduzi os pós de rocha nos compostos. Atualmente enriquecemos o composto com comunidades de biológicos”, disse. As práticas sustentáveis regenerativas deram ao café produzido pela São Matheus Agropecuária, de Minas Gerais, o prêmio Best of the Best, promovido pela italiana illycaffé. O vencedor mineiro disputou com 27 agricultores dos principais países produtores. O reconhecimento é resultado do investimento da fazenda em processos internos que elevam a qualidade do produto, segundo Eduardo Dominicale, CEO do grupo BMG, dono da propriedade. “Adotamos a agricultura regenerativa, que, entre outros benefícios, melhora a fertilidade do solo e aumenta a biodiversidade dos ecossistemas, com impactos positivos ao produto que chega ao consumidor.” Com respeito A Nescafé, principal marca de café da Nestlé, desenvolve o Nescafé Plan 2030, conhecido no Brasil como Programa Cultivado com Respeito, para ajudar a tornar a lavoura do café mais sustentável. Globalmente, a marca investirá mais de 1 bilhão de francos suíços (por volta de R$ 5,5 bilhões) até 2030 no Nescafé Plan. Esse investimento dá continuidade ao programa atual, à medida que a marca expande seu trabalho com foco em sustentabilidade. As mudanças climáticas estão pressionando as áreas de cultivo de café, segundo David Rennie, diretor da divisão de marcas de café da empresa. “Com base na experiência de dez anos do Nescafé Plan, estamos acelerando nosso trabalho para ajudar a enfrentar as mudanças climáticas e os desafios sociais e econômicos nas cadeias de valor do café”, disse. Até 2050, o aumento das temperaturas reduzirá a área adequada para o cultivo do café em 50%. Cerca de 125 milhões de pessoas no mundo dependem do café para seu sustento e muitas vivem na linha da pobreza ou abaixo dela. “Queremos que os produtores de café prosperem tanto quanto queremos que o café tenha um impacto positivo no meio ambiente”, disse Philipp Navrati, diretor da unidade de Negócios Estratégicos de Café da Nestlé. A Nescafé oferece aos agricultores treinamento, assistência técnica e mudas de café de alto rendimento para ajudá-los a fazer a transição para práticas regenerativas de cultivo. Entre as práticas estão a incorporação de biofertilizantes ou fertilizantes orgânicos ao solo, o aumento de árvores e cultivo entre outras culturas. Em março deste ano, o Origens do Brasil, linha de cafés especiais da Nescafé, ganhou a certificação de produto carbono neutro, de acordo com o The Carbon Neutral Protocol, principal framework global de neutralidade de carbono. Segundo a empresa, o resultado está ligado à adoção de práticas agrícolas regenerativas, redução da pegada de carbono em toda a cadeia e ao plantio de 1,5 milhão de árvores em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Atualmente, 35 famílias brasileiras fornecem grãos de café 100% arábica para a linha Origens do Brasil. A última safra de café dessas fazendas apresentou redução de 70% da pegada de carbono em comparação com a de 2021. Grãos e fibras A Amaggi, responsável pela comercialização de quase 19 milhões de toneladas de grãos e fibras, lançou uma nova fase do programa Regenera, como parte de seu compromisso de ajudar a desacelerar as mudanças climáticas. Desenvolvido em parceria com a reNature, associação especialista no segmento, e apoiado pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), o programa prevê atingir a neutralidade climática na produção agrícola até 2050, por meio de estratégias de descarbonização até 2035. Segundo o diretor de Produção Agro, Pedro Valente, a Amaggi já adota há anos boas práticas agrícolas em suas fazendas para grãos e fibras. “A agricultura regenerativa vai além da conservação, pois através de práticas no campo, a fixação do carbono no solo e, consequentemente, o equilíbrio do clima são favorecidos. Ao ser usado de forma correta, o solo se recompõe, o ecossistema se regenera e o mercado é abastecido com produtos amigos da terra”, disse. Acesso em: Produtores e empresas apostam em técnica que recupera áreas - Estadão (estadao.com.br)

Termina amanhã (30/11) o prazo para inscrições para a Brazilian Cotton School
29 de Novembro de 2023

Os interessados em se matricular na primeira edição da Brazilian Cotton School têm até esta quinta-feira (30) para garantir suas vagas. Com o ritmo das inscrições acelerado, não há previsão de prorrogação no prazo. A iniciativa é inédita no Brasil e tem a assinatura das quatro maiores instituições representativas da cadeia produtiva do algodão: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).  Inédita no país, a Brazilian Cotton School vai permitir aos alunos uma imersão 360º no mundo da fibra, em versão nacional, na origem que hoje ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores exportadores da pluma e o terceiro entre os maiores produtores mundiais. Serão 120 horas de conteúdo teórico e prático, 100% presenciais, com módulos distribuídos em três semanas, sendo o primeiro, em Brasília, no dia 04 de março e os demais em São Paulo. A experiência inclui visita a fazendas produtoras, que, além das lavouras, contam com estrutura de beneficiamento e classificação, além da oportunidade de conhecer o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), e o Porto de Santos.  “Nos inspiramos nos modelos americano e inglês que, ao longo dos anos tem sido quase uma passagem obrigatória para quem quer adquirir conhecimentos aprofundados sobre o setor e estabelecer contatos significativos com os grandes players da commodity. O Brasil é hoje uma origem incontornável na produção de algodão, e isso em breve vai colocar a nossa cotton school no mapa mundial das escolas do algodão, atraindo alunos de diversos países”, afirma Schenkel, referindo-se às iniciativas internacional de referência no gênero, uma promovida pela International Cotton Association (ICA), em Liverpool, na Inglaterra, e a outra, pelo International Cotton Institut, da American Cotton Shippers Association (ACSA), que acontece em Memphis, nos EUA.  De acordo com o diretor-executivo da Brazilian Cotton School, Marcelo Escorel,  “o público-alvo são grupos de produtores ou empresas, com profissionais ‘high potencial’, que participarão das decisões a serem tomadas pelo setor ao longo de suas carreiras e dos próximos ciclos de crescimento da produção de algodão no Brasil”.  As inscrições podem ser feitas diretamente no site: www.braziliancottonschool.com.br.  29.11.2023 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019