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Colheita da safra 2020/21 do Brasil começa em São Paulo e no Paraná Resumo

07 de Maio de 2021

​São Paulo, 07/05/2021 - A colheita da safra 2020/21 de algodão do Brasil começou nesta semana, informou a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em nota antecipada ao Broadcast Agro. "Embora o ritmo se intensifique em junho, cotonicultores em São Paulo e Paraná já ligaram as máquinas", disse a associação. Quarto maior produtor mundial da fibra, o Brasil finaliza a colheita em setembro.


Na safra 2021/22, a Abrapa estima que o volume produzido será de 2,41 milhões de toneladas de pluma. Se confirmado, o número corresponderá a um recuo de 20% em relação ao ciclo 2019/20 em consequência, principalmente, de uma área plantada 17% menor, de 1,35 milhão de hectares. A produtividade deve cair 2% na mesma base de comparação, para 1.794 Kg/hectare de pluma, segundo a associação.


Em Mato Grosso, Estado que historicamente contribui com 70% da produção nacional da fibra, o plantio foi protelado pelo atraso no ciclo da soja, e a expectativa é de que a colheita se inicie somente no fim de junho, segundo a Abrapa. "Temos duas preocupações, agora, na lavoura. A primeira é com as condições climáticas, porque a janela ideal de desenvolvimento das plantas foi reduzida. Além disso, precisamos estar atentos ao controle fitossanitário das plantas", disse o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, na nota.


Em relatório sobre exportações, a Abrapa informou que, das 176.995 toneladas embarcadas pelo País em abril, volume recorde para o mês, China, Vietnã e Bangladesh absorveram volumes similares. A China continua, todavia, no topo do ranking de maiores compradores, com 37,6 mil toneladas importadas ao longo de abril.


Nos oito meses da temporada de exportações 2020/21, que começou em agosto do ano passado, o Brasil exportou 2,120 milhões de toneladas, 22% acima de igual período da temporada 2019/2020. A lista dos 10 maiores importadores do algodão brasileiro no acumulado da temporada 2020/2021 traz a China e o Vietnã nos dois primeiros lugares, com participação de 32% e 16%, respectivamente, no total exportado pelo País.

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