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Rede Bicudo Brasil divulga relatório sobre eficiência de inseticidas no controle do bicudo-do-algodoeiro
04 de Outubro de 2024A Rede Bicudo Brasil divulgou o relatório com os resultados dos estudos feitos nas principais regiões produtoras de algodão do país, na safra 2023/2024, sobre o uso de inseticidas no controle do bicudo-do-algodoeiro. A praga é a principal preocupação para a cotonicultura brasileira, em razão do seu alto potencial destrutivo pois ataca a maça do algodoeiro. Quando não é controlada, ela limita a produtividade da cultura e deprecia a qualidade da fibra, ocasionando prejuízos econômicos significativos. Para a pesquisa, foram realizadas ao menos cinco pulverizações sequenciais espaçadas em cinco dias uma da outra. As avaliações iniciaram após a segunda pulverização, em um intervalo de três a cinco dias após a aplicação dos princípios ativos. Como resultado, os experimentos mostraram que não houve destaque para um padrão único de controle. Porém, permitiu concluir que dentre os produtos testados, o Isocicloseram foi aquele que teve maior frequência de casos de controle satisfatório, seguido pelo Malationa. A análise, que tem como principal objetivo orientar o produtor rural na tomada de decisão na compra e utilização de inseticidas para combater o bicudo-do-algodoeiro, contou esse ano com a participação de nove instituições de pesquisa brasileiras, duas a mais que a edição anterior. Integram o grupo, agora, a FAMIVA, de Ribeirão Preto (SP), e a Fundação Chapadão, de Chapadão do Sul (MS), além das instituições veteranas, baseadas nos municípios de Luís Eduardo Magalhães (BA), Dourados (MS), Rondonópolis (MT), Montividiu (GO), e Campo Verde (MT). Segundo o gestor de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro, estes experimentos são importantes para o setor porque revelam como está funcionando o controle do bicudo em cada região do país. “Temos uma organização nacional desses experimentos em diversas regiões do Brasil. Todos utilizando o mesmo padrão e metodologia, para conseguirmos verificar quais são os produtos que estão sendo eficientes no controle do bicudo. Essa organização da rede bicudo é fundamental para a sustentabilidade do algodão brasileiro”, explica Carneiro. A organização enfatiza que, os inseticidas não são a única ferramenta possível para conter a praga. O produtor também deve seguir as boas práticas agrícolas para um manejo integrado do bicudo-do-algodoeiro, com monitoramento contínuo, inclusive das pesquisas científicas, a fim de verificar a eficácia dos produtos químicos disponíveis no mercado, detectando possíveis perdas de eficiência de uma safra para a outra. Rede Bicudo Brasil A Rede surgiu a partir da necessidade de os produtores terem informações confiáveis sobre a eficiência dos inseticidas no combate ao bicudo-do-algodoeiro. Segundo um dos idealizadores da organização e, também produtor, consultor e pesquisador, Celito Breda, antes, quando não havia uma orientação nacional, as perdas eram grandes. “O produtor tinha o custo do produto, da aplicação e, ainda, o prejuízo na lavoura. É importante fazermos pesquisas em rede porque o cotonicultor tem na mão dados confiáveis e isentos sobre o que funciona ou não. E se hoje funciona e daqui três anos, de repente, caiu a eficiência, ele precisa ter um dado altamente confiável”, acredita Breda. A Rede Bicudo Brasil é formada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Círculo Verde Assessoria Agronômica e Pesquisa, Fundação Bahia, Ide Consultoria Agrícola e Pesquisa, Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Ferst Pesquisa e Tecnologia, Fundação Mato Grosso, Instituto Goiano de Agricultura (IGA), Instituto Mato-Grossense de Algodão (IMA MT), FAMIVA e Fundação Chapadão, com apoio técnico da Embrapa. O estudo completo, por região, pode ser acessado no site da Abrapa (www.abrapa.com.br) ou através do link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Rede-Bicudo-Brasil-Safra-2023.2024.pdf
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa
04 de Outubro de 2024Destaque da Semana 1 - Apesar do furacão Helene atingir regiões produtoras dos EUA com força, o mercado oscilou pouco. A notícia altista foi neutralizada pela fraca demanda e agravamento do conflito no Oriente Médio. Destaque da Semana 2 - A China está celebrando o feriado de Dia Nacional esta semana. Este é um dos maiores feriados nacionais e o país para em feriado durante toda a semana. Destaque da Semana 3 - Semana que vem, 07/Out será o Dia Mundial do Algodão. Criada pela OMC e FAO para celebrar a importância do algodão para o mundo, a celebração anual promove a conscientização sobre os benefícios da fibra: natural, biodegradável, sustentável, confortável, circular. Algodão em NY - O contrato Dez/24 fechou nesta quinta 03/10 cotado a 72,73 U$c/lp (-0.4% vs 26/9). O contrato Dez/25 fechou em 73,37 U$c/lp (+0,7% vs 26/9). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro no posto Leste da Ásia é 810 pts para embarque Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 3/out/24). Altistas 1 - Ainda no embalo dos estímulos anunciados pelo governo Chinês, a Bolsa de Xangai fechou no último dia de pregão antes do feriado 23% mais alta que 3 semanas atrás. Altistas 2 - O furacão Helene atingiu regiões produtoras, principalmente Geórgia e as Carolinas nos EUA. Os danos às colheitas são estimados entre 50 e 150 mil tons de algodão, com prejuízos também de qualidade. Altistas 3 - Os preços do petróleo aumentaram em mais de 9% esta semana devido ao agravamento da crise no Oriente Médio. O principal concorrente do algodão, poliéster, é feito a partir de petróleo. Baixistas 1 - O dólar norte-americano está se fortalecendo como um ativo seguro em meio às tensões no Oriente Médio. Baixistas 2 - As vendas e exportações de algodão reportadas pelo USDA continuam fracas, apesar de um leve aumento, com a China ainda devendo muito como compradora. Baixistas 3 - O relatório semanal do USDA mostrou que as vendas líquidas de algodão para 2024/2025 aumentaram 9%, para 95.800 fardos, em relação à semana anterior, mas ainda estão 26% abaixo da média das quatro semanas anteriores. China 1 - Investidores globais estão se preparando para apostar novamente na China, em uma mudança significativa de sentimento impulsionada pelos esforços de Pequim para reverter a desaceleração econômica. China 2 - O beneficiamento de algodão já começou, mas ainda em pequena escala na China. A colheita deve se intensificar após o retorno do feriado do Dia Nacional na semana que vem. EUA 1 - As condições das lavouras se deterioraram após o furacão Helene. A classificação de "bom a excelente" caiu para 31%, -6pp em relação à semana passada. EUA 2 - Os trabalhadores dos portos e operadores portuários dos EUA chegaram a um acordo provisório na noite de quinta-feira que suspende a greve de três dias que fechou os portos na Costa Leste e na Costa do Golfo. Vietnã - No Vietnã, as compras das fiações foram lentas, com apenas as que tinham urgência entrando no mercado. Paquistão - Confirmando uma safra menor esta ano, a Associação de Algodoeiras do Paquistão informou que até 30/9 as entregas de algodão em caroço estão 59% abaixo do ano passado. Bangladesh - A situação política está mais estável em Bangladesh, mas a demanda por algodão desacelerou ligeiramente nesta semana, devido à redução de pedidos e dificuldades na abertura de Cartas de Crédito. Exportações - O fechamento das exportações de setembro será divulgado pelo MDIC nesta tarde (04/10 às 15h). Colheita 2023/24 - Até ontem (03/10), foram concluídas as colheitas dos estados da BA, MA, MG, MS, MT, PI, PR e SP. Apenas MG (99,48%) ainda tem áreas a serem finalizadas. Total Brasil: 99,99% Beneficiamento 2023/24 - Até ontem (03/10), foram beneficiados nos estados da BA (79%), GO (72,36%), MA (75%), MG (80%), MS (84%), MT (53%), PI (57,34%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 59,39%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Tabela 04.10 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
Dia Mundial do Algodão: a fibra de todas as gerações
04 de Outubro de 2024No dia 7 de outubro, é comemorado o Dia Mundial do Algodão. Desde 2019, instituído durante um evento promovido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), a data celebra a importância da fibra natural, que é um dos maiores motores do setor agrícola e um pilar fundamental da economia global. Por isso, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), lançou a campanha “a fibra de todas as gerações”. “O algodão nos conecta do passado até o futuro, é só reparar: nossa história começa nas plantações, passa pela casa de todas as famílias brasileiras e vai criando memórias afetivas que duram para sempre. É assim, com os pés na terra e os olhos no amanhã, que construímos um legado tão resistente quanto a nossa matéria-prima. A fibra brasileira é a ligação atemporal entre quem valoriza o passado, vive o presente e acredita no poder do futuro”, diz o manifesto da campanha. O algodão brasileiro O cultivo no País começou no período colonial, ganhando importância econômica a partir do século XVIII, com a exportação para a Europa. Durante o século XX, a produção se modernizou, principalmente no cerrado brasileiro, tornando-se um dos maiores produtores mundiais. Neste cenário, a Abrapa foi criada. Há 25 anos, a instituição vem trabalhando para promover a qualidade, a sustentabilidade e a rastreabilidade da fibra. Esses são os três principais pilares do trabalho desenvolvido junto com suas nove entidades estaduais associadas que atuam em todo o território nacional. “O nosso propósito é garantir e incrementar a rentabilidade do setor por meio da organização dos seus agentes”, explica Alexandre Pedro Schenkel, presidente da Abrapa. Graças a esse trabalho, atualmente, o Brasil é o principal fornecedor de algodão responsável, o maior exportador e terceiro maior produtor. Além disso, 92% do cultivo é realizado em regime de sequeiro e 82% da produção tem certificação ABR (sigla para Algodão Brasileiro Responsável). A rastreabilidade Assim como dito no manifesto da campanha, o algodão percorre um longo caminho, passando por diversos elos, até chegar ao consumidor final. Por esse motivo, a Abrapa investe boa parte do seu trabalho em rastreabilidade, para que todos possam saber os passos percorridos e as pessoas envolvidas em cada processo. O primeiro passo nessa área foi a criação do SAI (Sistema Abrapa de Identificação), lançado em 2004. O sistema permite que cada fardo produzido no Brasil tenha uma etiqueta com um código de barras exclusivo, o que facilita a verificação da origem e do compromisso com a sustentabilidade. E a mais recente novidade, criada em 2021, é o SouABR, lançado por meio do movimento Sou de Algodão. Esse é o primeiro programa de rastreabilidade de ponta a ponta da cadeia têxtil, entregando para o consumidor final o caminho percorrido da semente ao guarda-roupa, graças a um QR Code que fica na etiqueta da peça. "A rastreabilidade nessa cadeia é fundamental para garantir transparência e responsabilidade em todas as etapas de produção. Ela permite que consumidores façam escolhas mais conscientes, sabendo a origem de suas peças e o impacto socioambiental envolvido. Além disso, é um diferencial competitivo para as marcas que buscam se destacar em um mercado cada vez mais exigente e alinhado com práticas sustentáveis”, explica Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão. A fibra nacional na moda É por causa dessa moda exigente que a matéria-prima tem um papel fundamental no mercado nacional, já que é uma das mais utilizadas na indústria têxtil do país. Para que os elos da cadeia e os consumidores conheçam cada vez mais os benefícios do algodão, a Abrapa criou, em 2016, o movimento Sou de Algodão, que visa promover a moda responsável e o consumo consciente. As principais características que encontramos sobre o algodão é o conforto, mas ele também se alinha com as demandas contemporâneas por uma moda mais transparente. Segundo dados do Instituto Locomotiva, de um estudo feito em 2021, cerca de 86% da população brasileira se interessa por sustentabilidade e 75% consideram que as empresas de vestuário deveriam se preocupar com esse tema e tê-lo como pauta permanente. Por isso, 15% das pessoas estão dispostas a pagar a mais por produtos de marca com posicionamento sustentável e 60% deixariam de consumir de empresas que apresentam problemas éticos. “Nossa fibra entrega transparência, rastreabilidade, qualidade, versatilidade e responsabilidade, dentre outros atributos que justificam ser o principal fornecedor para a indústria têxtil brasileira e o sétimo maior do mundo. Ainda em escala mundial, nós representamos 22% de todas as fibras, mas, quando falamos em fibras naturais, o algodão corresponde a 79% do abastecimento”, explica Silmara. O trabalho da Abrapa e do Sou de Algodão ajuda, cada vez mais, na conscientização dos consumidores, ressaltando a importância de escolher produtos que não só oferecem conforto e qualidade, mas também respeitam o meio ambiente e as condições de trabalho. “À medida que a indústria têxtil evolui, a valorização do algodão, como matéria-prima essencial, fortalece a economia nacional e promove uma moda mais responsável, alinhada às expectativas de um público cada vez mais exigente e consciente. É hora de abraçar essa mudança e vestir a responsabilidade com orgulho”, finaliza Alexandre.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa
27 de Setembro de 2024Destaque da Semana 1 - As cotações subiram no início da semana com notícias de furacão e redução da taxa de juros nos EUA, além do pacote de incentivos da China. As cotações chegaram perto dos 75 cents e o mercado terminou a semana estável. Destaque da Semana 2 - De acordo com a Cotlook, o volume de algodão brasileiro nas mãos das tradings foi reduzido para uma quantidade gerenciável, o que ajuda no fortalecimento do basis do Brasil. Algodão em NY - O contrato Dez/24 fechou nesta quinta 26/09 cotado a 73,02 U$c/lp (estável vs. 19/set). O contrato Dez/25 fechou em 72,84 U$c/lp (+0,3% vs. 19/set). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro no posto Leste da Ásia é 830 pts para embarque Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 26/set/24). Altistas 1 - Os mercados acionários dos EUA atingiram novas máximas históricas, enquanto os mercados chineses se recuperaram em mais de 10%, ainda sob efeito do Fed. Altistas 2 - Na China, o mercado de ações teve sua melhor semana desde 2008, com o novo pacote de estímulo do governo. Altistas 3 - O Banco Popular da China introduziu medidas para aumentar a liquidez, apoiar o mercado imobiliário e incentivar o crescimento do mercado de ações. Altistas 4 - Essas são as maiores medidas de estímulo na China desde a pandemia de COVID-19, visando tirar a economia da deflação e atingir a meta de crescimento do governo. Baixistas 1 - No relatório de vendas e embarques semanais dos EUA, os números decepcionaram, com os piores desta safra tanto para vendas quanto embarques. Baixistas 2 - A atividade no mercado físico seguiu lenta na última semana, com as compras das fiações em ritmo menor, inclusive por parte do Paquistão, onde o mercado estava mais ativo. Baixistas 3 - Os preços do petróleo caíram mais de 5% esta semana. Essa queda torna o poliéster mais barato, o que pode exercer pressão descendente sobre a demanda por algodão. China 1 - O Governo da China anunciou hoje a cota de importação de algodão TRQ em 894 mil tons para 2025, com 33% reservados para empresas estatais. China 2 - A distribuição restante será baseada no tamanho da empresa e no desempenho anterior. O processo de alocação não é totalmente transparente. Os pedidos serão aceitos entre 15/out e 30/out. A data de alocação não foi divulgada. China 2 - Os preços no mercado de futuros de algodão de Zhengzhou voltaram a subir durante a semana. O contrato de janeiro fechou no seu nível mais alto desde o final de julho nesta semana. EUA 1 - Na semana, 37% das lavouras estavam em condições “boas a excelentes” – abaixo dos 39% da semana anterior e da média de 41,6% de cinco anos atrás. O índice de plantas “ruins a muito ruins” aumentou 7 pp, chegando a 33%. EUA 2 - Atenção voltada ao furacão Helene, já atingiu a costa da Flórida como um furacão de categoria 4 e agora é uma tempestade tropical. As colheitas de algodão provavelmente serão interrompidas em vários estados. EUA 2 - O Cotlook atualizou seus números prevendo redução de 129 mil tons a previsão de safra dos EUA devido à queda nas estimativas do USDA, ao furacão Francine e à chegada da tempestade Helene. Bangladesh - Com o atendimento a 18 exigências feitas pelos trabalhadores, a tendência é de que o trabalho nas indústrias têxteis bengalesas volte ao ritmo normal. Hoje, as fiações operam com 65/70% da capacidade. Logística - A francesa CMA CGM, 3a maior operadora de navios de contêineres do mundo, comprou a Santos Brasil, proprietária do maior terminal de contêineres do Porto de Santos. A transação movimentou R$ 6,3 bilhões. Alerta - Relatório da fundação Changing Markets mostra que fibras sintéticas derivadas de combustíveis fósseis geram 35% dos microplásticos encontrados nos oceanos, causando danos à saúde humana. Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 121,9 mil tons até a 3ª semana de setembro. A média diária de embarque é 12,9% menor que a registrada no mesmo mês de 2023. Colheita 2023/24 - Até ontem (26/09), a colheita foi concluída nos estados da BA, MA, MG, MS, MT, PI, PR e SP. Somente MG (98,75%) ainda tem áreas a serem finalizadas. Total Brasil: 99,98%. Beneficiamento 2023/24 - Até ontem (26/09), foram beneficiados no estado da BA (76%), GO (68,55%), MA (60%), MG (75%), MS (69%), MT (48%), PI (53,33%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 54,73%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ tabela 27.09 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
CBRA confirma excelência em auditoria do Sistema de Gestão de Qualidade
27 de Setembro de 2024O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), vinculado à Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), teve sucesso na auditoria interna do Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ), realizada de 23 a 26 de setembro. O resultado confirma a solidez do SGQ e a competência técnica do CBRA na execução de ensaios e na produção de material de referência para o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). Essa conquista reafirma o compromisso do CBRA com a qualidade e a excelência nos serviços prestados ao setor. Além de ser obrigatória, a auditoria também avaliou os requisitos da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017. Edson Mizoguchi, gestor do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) da Abrapa, destaca a importância desse processo para avaliar a evolução do sistema e identificar oportunidades de aprimoramento. "Convidamos um auditor externo experiente, que sempre agrega valor à nossa avaliação. É fundamental ressaltar o alto nível de conformidade alcançado pela nossa equipe, o que demonstra a consolidação e o amadurecimento do nosso processo, além da motivação do time", afirma Mizoguchi. Como resultado, o auditor identificou mais oportunidades de melhoria do que não conformidades. "A avaliação abrangeu tanto a parte técnica quanto a gestão documental. O auditor parabenizou nosso sistema de gestão e reconheceu a alta competência técnica da equipe. Valorizamos muito a qualidade dos resultados e a evidência dos processos. Esse feedback positivo ressalta o compromisso contínuo do centro com a excelência e a busca por aprimoramento constante”, avalia Deninson Lima, especialista em análise de pluma no CBRA. Localizado no mesmo prédio da Abrapa, em Brasília, o laboratório central é um dos pilares do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). Os demais são Banco da Qualidade do Algodão Brasileiro e a aplicação do protocolo de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL).
CNT Entrevista: Alexandre Schenkel
26 de Setembro de 2024O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, concedeu uma entrevista à jornalista Carina Godoi no programa CNT Entrevista, da Rede CNT. Durante a conversa, ele abordou as perspectivas otimistas para a safra de algodão 2024/2025, com uma produção projetada de quase 3,97 milhões de toneladas. Também foram discutidos o futuro das exportações do algodão brasileiro, a celebração dos 25 anos da Abrapa, um marco significativo na história da entidade, entre outros destaques da cotonicultura nacional. Para mais detalhes, confira o link: https://youtu.be/Q7mAGiIvkc4?si=UjAH7bR4BNMajZeC
Qualidade aprimorada da fibra confere novos mercados ao algodão e Brasil se estabelece como líder global
25 de Setembro de 2024Porto Alegre, 24 de setembro de 2024 – A cotonicultura brasileira tem registrado avanços impulsionados por biotecnologias que visam aprimorar a produtividade e enfrentar os desafios do campo. Os constantes investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento resultam em um desempenho expressivo que pode conferir ao Brasil o posto de maior produtor mundial. Na safra 2023/2024, por exemplo, a colheita chegou a mais de 3,7 milhões de toneladas de algodão, conforme dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).Além disso, o país se tornou, pela primeira vez na história, o maior exportador de algodão do mundo, superando os Estados Unidos. Esse crescimento reflete não apenas a capacidade produtiva, mas também as inovações implementadas nos últimos anos, como o melhoramento genético, que confere resistência a pragas, doenças e maior adaptabilidade às condições climáticas adversas. “O Melhoramento genético tem permitido que o Brasil não apenas amplie sua produtividade, mas também melhore a qualidade da fibra, um fator essencial para consolidar nossa posição no mercado internacional”, afirma Eduardo Kawakami, head de P&D na TMG -Tropical Melhoramento & Genética, empresa brasileira de soluções genéticas para algodão, soja e milho, que trabalha para entregar inovação ao campo. Para o especialista, essas inovações ajudam a fidelizar relações que já consomem nossos produtos e abrir novos espaços em outros países. O Egito, tradicional pela reputação da qualidade da fibra do algodão, abriu seu mercado de algodão em pluma para as exportações brasileiras em 2023. Atualmente, a expectativa é de que a demanda dobre no ciclo 2024/25, segundo a Abrapa. “A qualidade da fibra é um dos nossos grandes diferenciais. Um manejo adequado e processos eficientes de beneficiamento também são fundamentais para manter essa qualidade, mas o melhoramento genético é parte intrínseca desse processo”, acrescenta. Mercado cotonicultor ainda enfrenta desafios Apesar dos avanços, o mercado cotonicultor brasileiro ainda enfrenta desafios, especialmente relacionados ao bicudo-do-algodoeiro. Considerada a principal praga da cultura do algodão, tem um alto poder destrutivo, limitando o potencial máximo de produção da planta e depreciando a qualidade da fibra. A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) revelou que a temporada 2023/24 registrou a pior média populacional em 12 anos, com 8,97 bicudos por armadilha por semana. O controle dessa praga não é simples e exige esforços contínuos em P&D. Kawakami explica que a biotecnologia, embora seja promissora, é um processo de médio a longo prazo, podendo levar de 10 a 12 anos para apresentar soluções disponíveis para o mercado. Quando se trata de melhoramento genético, o desafio é ainda maior, podendo demandar de 15 ou mais anos. “Estamos falando de um atributo que não temos em nosso banco genético e, de forma geral, o mercado ainda não tem também. Precisamos, então, buscar biotecnologias para incorporar essas características no algodão. Isso envolve desafios significativos, que vão desde encontrar a solução ideal até garantir que ela seja efetiva no combate ao bicudo e segura para o meio ambiente,” destaca. Um dos desafios específicos é o manejo chamado de “destruição de soqueira”, que envolve a eliminação dos restos de algodão após a colheita para evitar que o bicudo encontre alimento durante o intervalo entre safras. Há também a necessidade de uma integração mais eficiente entre cultivos, como a soja, para reduzir o impacto da praga. “Estamos buscando desenvolver cultivares de soja que se encaixem nessas biotecnologias e ajudem a promover um controle maior. Acredito que já temos algumas opções promissoras que poderão beneficiar os produtores, como é o caso da soja resistente ao herbicida 2,4D”, afirma o profissional.
Brasil projeta alta histórica na produção de algodão
25 de Setembro de 2024A safra de algodão 2024/25 no Brasil promete alcançar um novo recorde de produção, com estimativa de 3,97 milhões de toneladas de pluma, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa) em setembro de 2024. Esse volume representa um crescimento de 8% em relação à safra anterior. Esse aumento está sendo impulsionado pela expansão da área cultivada, que deverá atingir 2,14 milhões de hectares, um incremento de 7,35% em comparação ao ciclo 2023/24. Mato Grosso e Bahia, os dois principais estados produtores de algodão do país, são os responsáveis por essa ampliação na área plantada, refletindo a confiança dos produtores no potencial do mercado. Além disso, a produtividade média também apresenta sinais positivos, com expectativa de alcançar 123,95 arrobas por hectare, um crescimento de 0,61% em relação ao ciclo anterior. Esse aumento na produtividade, aliado à maior área cultivada, consolida a previsão de recorde para a produção nacional.