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CBRA sedia IV Workshop de Manutenção Uster
07 de Fevereiro de 2024

Nos dias 5 e 6 de fevereiro, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou o IV Workshop de Manutenção Uster, como parte do pilar de orientação aos laboratórios do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). A capacitação foi ministrada em Brasília, pelos técnicos da Uster Technologies, tendo como público os operadores e técnicos de manutenção dos 12 laboratórios integrantes do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) e do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro – certificação voluntária/autocontrole – Mapa. A Uster é a líder global em equipamentos HVI e uma das principais referências na análise de algodão em todo o mundo. O workshop acontece anualmente, como parte do objetivo da associação de melhorar constantemente as análises realizadas pelos laboratórios brasileiros. Os participantes têm a oportunidade de aprender desde o funcionamento básico do maquinário até o software utilizado e suas configurações, o que contribui para o incremento da qualidade e da precisão das análises. O treinamento é, também, uma ocasião para que os colaboradores dos laboratórios possam conhecer a estrutura do CBRA, que opera no mesmo prédio da Abrapa. O aprimoramento dos profissionais nas atividades de manutenção de máquinas Uster HVI 1000M integra o pacote de ações definidas entre a Abrapa e a Uster para assegurar a qualidade das análises, e inclui ainda o planejamento de manutenções para safra 2023-2024, a estratégia para a compra de peças de reposição pelos laboratórios, e a avaliação da aquisição de novos equipamentos. Após a conclusão da capacitação, será iniciada a manutenção das máquinas e a produção de amostras de checagem para a safra 2023/2024. “A integração de conhecimentos e a troca de informações, durante este encontro, contribuem de forma significativa para o avanço do setor, consolidando uma parceria estratégica voltada para a excelência e inovação na produção de algodão no Brasil”, disse o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. Ainda de acordo com ele, após a criação do CBRA, observou-se uma melhoria significativa tanto na qualidade quanto nos resultados das análises do algodão brasileiro. "As fiações, atualmente, reconhecem que os laudos produzidos pelos laboratórios brasileiros melhoraram consideravelmente", afirmou Valmir de Morais Soares, instrutor e líder de serviço da Uster para o Brasil e Argentina. O workshop está incluído no terceiro pilar do programa SBRHVI, que se concentra na orientação dos laboratórios participantes. Os demais pilares do programa são o CBRA e o Banco de Dados da Qualidade. “Esse tipo de treinamento é fundamental para garantir que todos os laboratórios estejam alinhados e capacitados, assegurando a qualidade, reprodutibilidade e rastreabilidade cada vez maiores do algodão brasileiro”, conclui gestor do programa SBRHVI, Edson Mizoguchi. 07.02.2024 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019

Seguro rural em pauta na primeira reunião da FPA, em 2024
07 de Fevereiro de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, nesta terça-feira (06), da tradicional reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), na sede da instituição, em Brasília. De acordo com o diretor executivo da associação, Marcio Portocarrero, que atendeu ao compromisso, as atenções dos parlamentares e dos representantes dos diversos setores do agro presentes estavam voltadas à fala do Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Neri Geller, que sinalizou com as possíveis soluções governamentais de suporte aos produtores de soja, prejudicados pela quebra na produção da commodity, na safra 2023/2024, por conta da estiagem. A reunião foi a primeira do ano, marcando o fim do recesso parlamentar, e teve grande quórum. O tópico principal da pauta, segundo Portocarrero, foi a importância do seguro rural, atualmente considerado incipiente, para cobrir as possíveis dívidas de investimento e custeio advindas da crise climática no período. “Entendemos que o Governo está se movimentando para ajudar o produtor de soja na eventual prorrogação das dívidas, para que este possa ter fôlego e não cair na inadimplência, uma vez que precisará de financiamento”, diz Portocarrero. A expectativa do setor é do anúncio, em poucos dias, de uma linha de crédito em dólar, com juros mais baixos e prazo de pagamento de cinco anos. Os médios e pequenos produtores da commodity também estão entre as prioridades governamentais. Ainda de acordo com o diretor executivo da Abrapa, as decisões acerca de um socorro aos sojicultores repercutem sobre a cotonicultura “já que, no Brasil, o produtor de algodão, necessariamente, planta soja”, finalizou.

Produção global de algodão deve somar 24,48 milhões de t em 2023/24, diz Icac
07 de Fevereiro de 2024

ESTADÃO CONTEÚDO São Paulo, 6 – A produção mundial de algodão deve somar 24,48 milhões de toneladas na temporada 2023/24, que começou oficialmente em agosto, disse o Conselho Consultivo Internacional do Algodão (Icac, na sigla em inglês) em relatório mensal. O volume representa queda de 1,45% ante a estimativa para a temporada 2022/23, de 24,84 milhões de toneladas. O consumo global em 2023/24 deve aumentar 0,34% ante a temporada anterior, para 23,76 milhões de toneladas. As exportações devem aumentar 10,42%, para 8,90 milhões de toneladas, disse o Icac. Já os estoques finais devem crescer 3,67%, para 22,01 milhões de toneladas. As estimativas de preço para o índice A na temporada 2023/24 vão de 81,02 a 103,61 cents por libra-peso, com média de 90,88 cents. Acesso em: Produção global de algodão deve somar 24,48 milhões de t em 2023/24, diz Icac (uol.com.br) Produção global de algodão deve somar 24,48 milhões de t em 2023/24, diz Icac - ISTOÉ Independente (istoe.com.br)

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
02 de Fevereiro de 2024

Destaque da Semana - Pela quarta semana consecutiva, as cotações de algodão terminam a semana no positivo, apesar dos sinais ruins vindos da economia chinesa e outra crise no transporte marítimo. Algodão em NY - O contrato Mar/24 fechou nesta quinta 01/02 cotado a 86,49 U$c/lp (+0,9% na semana). O contrato Jul/24 fechou em 88,25 U$c/lp (+0,8% na semana) e o Dez/24 a 81,86 U$c/lp (+0,9% na semana). Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 858 pts para embarque Jan/Fev (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 01/fev/24). Altistas 1 - Na reunião do Federal Reserve dos EUA esta semana, as taxas de juros permaneceram inalteradas, porém a sinalização foi de um tom menos conservador, gerando expectativas de cortes nos juros. Altistas 2 - O relatório semanal de exportações do USDA trouxe números de vendas e exportações robustos, compensando o fraco resultado da semana passada. Baixistas 1 - A economia chinesa continua preocupando. Hoje, as bolsas caíram para os níveis mais baixos em 5 anos, na pior queda semanal do período. Baixistas 2 - Os problemas de transporte marítimo mais uma vez atingem o setor, embora menos que durante a pandemia de Covid. Os produtos acabados sofrem maior impacto, o que indiretamente também afeta a commodity. Baixistas 3 - Segundo o ICAC, os ataques a navios no Mar Vermelho elevaram significativamente os preços do transporte marítimo nos últimos meses. As rotas comerciais mais afetadas são entre África Ocidental e Ásia e entre Europa e Ásia. EUA 1 - O relatório semanal de exportações do USDA apontou vendas líquidas de 373 mil fardos de 480 libras (81 mil tons), lideradas pela China com 39%, Vietnã com 23% e Paquistão com 19%. EUA 2 - O beneficiamento e a classificação da safra 23/24 estão chegando ao fim. 96% da safra já está classificada (12 milhões de fardos) e somente 30 algodoeiras ainda estão beneficiando algodão. Austrália - O algodão australiano será o próximo a ser ofertado no mercado mundial neste ano. A safra do país da Oceania começa a ser exportada em abril, mas os meses de pico são jun-nov. 100% da safra estimada em 1,1 milhão tons é destinada ao mercado internacional. China 1 Mesmo com a proximidade do Ano Novo Chinês (10 a 17/fev) e com as bolsas locais despencando, a China continua sendo o comprador mais ativo do mercado. A questão é se as vendas que aparecem hoje nos relatórios foram contratadas recentemente ou são vendas antigas. China 2 - Em dezembro/23, a China importou 264,8 mil tons de algodão, 55% a mais que em dez/22. O Brasil foi a principal origem, com 52% do total importado pelo gigante asiático. Indonésia - Em 2023, a indústria têxtil indonésia registrou apenas 50% de taxa de utilização. O dado é da Associação Têxtil da Indonésia (API), que estima crescimento no setor somente a partir de 2025, devido à menor demanda mundial. Bangladesh 1 - A indústria têxtil primária de Bangladesh concluiu 2023 sem novos investimentos. Entre os fatores, a redução na demanda global e a crise energética no País, marcada pela alta de preços e pela escassez de gás. Bangladesh 2 - De acordo com a BTMA (Associação de Fábricas Têxteis de Bangladesh), a produção no setor caiu para 40% da capacidade em janeiro devido a interrupções no fornecimento de gás. Índia - O anúncio do orçamento preliminar da Índia para 2024 não agradou o setor têxtil indiano. A maior queixa dos líderes empresariais foi com a manutenção do imposto sobre a importação de algodão. 14º CBA - Temas de interesse do mercado importador do algodão brasileiro serão abordados durante o Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), cuja programação está sendo definida. O evento ocorre de 3 a 5/set: https://bit.ly/abrapa240201 Exportações - O Brasil exportou 240,4 mil tons de algodão até a quarta semana de jan/24. A média diária de embarque é 125% superior em relação a jan/23. Beneficiamento 2022/23 - Até 01/02: os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas os estados do MA (87%) e MT (99,41%). Total Brasil: 99,33% beneficiado. Plantio 2023/24 - Até 01/02, foram cultivados: BA (85,8%), GO (74,97%), MA (88%), MG (88%), MS(100%), MT (95%), PI (100%), PR (100%) e SP (94,5%). Total Brasil: 92,91% cultivado. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 01-02 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

Abrapa recebe executivos da Ikea e apresenta programas de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade do algodão brasileiro
02 de Fevereiro de 2024

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, recebeu, acompanhado de diretores e gestores da entidade, a visita de representantes de uma das maiores redes varejistas mundiais, a sueca Ikea. O encontro ocorreu na terça-feira (30), na sede da associação, em Brasília, e teve como objetivo apresentar os compromissos de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade do algodão brasileiro. A Ikea é uma das grandes marcas internacionais que assumiram publicamente a meta de garantir a origem sustentável de todo o algodão utilizado em seus produtos, que são famosos, dentre outros motivos, pelo design e praticidade. A preocupação com a matéria-prima também se estende aos outros insumos utilizados, que precisam ser necessariamente certificados. Durante o encontro, foi apresentado o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que opera em benchmark com a Better Cotton (BC), reconhecida mundialmente por seu licenciamento de algodão responsável. “O programa da Abrapa não apenas atende aos critérios rigorosos do BC, mas também promove as boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas de algodão para o contexto brasileiro”, explicou Schenkel. Os executivos da Ikea, já familiarizados com a Better Cotton, tiveram a oportunidade de entender o funcionamento do ABR, que na safra 2022/2023 respondeu por 37% de todo o algodão Better Cotton. Após ser apresentado, o modelo de produção do algodão brasileiro foi elogiado pela equipe da Ikea. Temas como o desmatamento zero também toram debatidos. A adesão a essa prática sustentável reflete uma tendência global, com várias marcas já estabelecendo metas públicas de desmatamento zero em suas cadeias de suprimentos. O presidente da Abrapa explicou que o protocolo ABR segue a legislação ambiental brasileira, que inclui o Código Florestal, que adota medidas rígidas contra o desmatamento ilegal. A Ikea destacou a importância da emissão de carbono como um indicador na escolha de materiais, favorecendo o algodão em detrimento de fibras sintéticas. “Foi um encontro de muita troca de informação e de conhecimento entre as duas equipes”, ressaltou Schenkel. Na ocasião, a diretora de relações institucionais, Silmara Ferraresi, apresentou o funcionamento do Sistema Abrapa de Identificação (SAI) no rastreamento do fardo do algodão, que pode indicar o local e uma série de informações como quantidade, certificações e práticas sustentáveis adotadas pelo produtor. Abordou também o trabalho desenvolvido com toda cadeia têxtil e as marcas varejistas parceiras para integrar as informações via Blockchain e proporcionar a verificação de origem da fibra em toda sua produção para o consumidor final. “Desta forma, criamos o SouABR, que fomenta o mercado do algodão responsável no Brasil, além de agregar valor, por meio da rastreabilidade do produto, da semente ao guarda-roupa”, explicou a diretora. A rastreabilidade, embora elogiada no mercado doméstico, é considerada desafiadora em uma escala global. Para a Ikea, a integração da rastreabilidade com sustentabilidade é vista como uma exigência legal e de opinião pública na Europa, não apenas como um diferencial para o consumidor. Já no Brasil, pelo feedback recebido das marcas parceiras, as coleções rastreáveis são as mais procuradas nas prateleiras. Por fim, apesar das preocupações sobre o custo em comparação com outros fornecedores, o algodão brasileiro é destacado como altamente competitivo nos últimos anos. “Podem voltar para casa e confiar que, se tiverem uma peça de roupa de algodão brasileiro - seja ela produzida no Brasil ou no Vietnã -, vocês estarão ajudando, com certeza, a manter um futuro melhor para as gerações”, disse o presidente da Abrapa. O líder global em matéria-prima agrícola no grupo Ikea, Arvind Rewal, participou virtualmente da reunião e elogiou as apresentações. “Conheci a Abrapa no Conselho do BC e estamos ansiosos para uma parceria”, informou. Além da apresentação do programa ABR e do protocolo de benchmark com a Better Cotton (BC), os representantes da empresa também conheceram o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB) – certificação voluntária/autocontrole – realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que fez com que o algodão brasileiro fosse a primeira cadeia produtiva a ser certificada por autocontrole, no país, o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), e visitaram Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), que funciona no mesmo prédio da entidade. 01.02.2024 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 9 8881 – 8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
26 de Janeiro de 2024

Destaque da Semana - Os preços do algodão atingiram máxima dos últimos três meses, com receio de estoques apertados nos EUA, recuo do dólar e movimento altista em Wall Street. Algodão em NY - O contrato Mar/24 fechou nesta quinta 25/01 cotado a 85,76 U$c/lp (+3,9% na semana). O contrato Jul/24 fechou 87,59 U$c/lp (+4,3% na semana) e o Dez/24 a 81,15 U$c/lp (+1,6% na semana). Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 824 pts para embarque Jan/Fev (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 25/jan/24). Altistas 1 - As estimativas da safra 23/24 dos EUA continuam sendo reduzidas e, se a demanda não decepcionar, os estoques finais poderão ficar muito apertados. Altistas 2 - O dólar americano desvalorizou um pouco esta semana, tornando o algodão mais barato para os compradores estrangeiros. Baixistas 1 - Com as últimas movimentações de preços, hoje o algodão está mais rentável que o milho nos EUA, influenciando a decisão de plantio que ocorre neste momento. Baixistas 2 - O relatório semanal de exportação do USDA trouxe vendas 42% menores que a semana passada e 30% abaixo da média de quatro semanas. EUA - A semana registrou chuvas esparsas no Oeste do Texas e precipitação mais forte no Delta, melhorando a umidade no solo e as expectativas para a safra 2024. Turquia - Para fugir do aumento no frete e do atraso nas rotas causados pela instabilidade no Mar Vermelho, empresas europeias têm buscado a Turquia como alternativa logística, através de conexão rodoviária com a Europa. Vietnã - No Vietnã, o “efeito Mar Vermelho” já é sentido. Pedidos de marcas e varejistas da União Europeia foram cancelados nesta semana. Algumas fábricas têm absorvido os custos a maior para manter clientes. China - O beneficiamento avança em Xinjiang com cerca de 5,4 milhões tons beneficiadas. Há 1.016 algodoeiras operando em Xinjiang atualmente. Bangladesh - Estudo da Bangladesh Garment Manufacturers and Exporters Association (BGMEA) projeta que o país movimente US$ 489 milhões com a venda online de roupas para EUA, União Europeia e África até 2027. Índia - Continua a pressão da indústria têxtil indiana sobre o governo. O pleito é por estabilidade de preços e disponibilidade de estoque para atender ao mercado doméstico. Exportações - O Brasil exportou 193,0 mil tons de algodão até a terceira semana de jan/24. A média diária de embarque é 144% superior em comparação com jan/23. Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 25/01: BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento. Restam apenas os estados do MA (86%) e MT (99,25%). Total Brasil: 99,2% beneficiado. Plantio 2023/24 - Até o dia 25/01, foram cultivados: BA (79,2%), GO (73,53%), MA (79%), MG (80%), MS (90%), MT (75%), PI (100%), PR (100%) e SP (91%). Total Brasil: 76,57% Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 25-01 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

Debates da atualidade e feedbacks dos mercados terão peso na programação do 14º CBA
26 de Janeiro de 2024

Os temas científicos e agronômicos têm dominado a pauta do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), ao longo das suas treze edições do evento, até agora. No 14º CBA, eles continuam sendo a tônica, mas as sinalizações do mercado da fibra e os grandes debates da atualidade, como os efeitos da variabilidade climática sobre o manejo do algodão, devem ganhar ainda mais relevância entre as plenárias e salas temáticas do maior evento da cotonicultura brasileira, que acontece entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza. Nesta quinta-feira, 25/01, a comissão científica do 14º CBA se reuniu para discutir os temas que comporão a grade da programação do congresso, em especial, as salas temáticas. O encontro foi presencial e ocorreu na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em Brasília. De acordo com o coordenador da comissão científica, Jean Louis Belot, a equipe de técnicos está avançando na definição dos palestrantes, principalmente, para os hubs temáticos. “A novidade deste encontro foi a participação da equipe do Cotton Brazil, que trouxe alguns dos assuntos prioritários, levantados em seus contatos com o mercado consumidor lá fora, sobretudo, fiações e tecelagens. Com as contribuições, pensaremos em como responder melhor às demandas”, explicou o pesquisador, ressaltando, também, a importância das métricas em sustentabilidade, como no mapeamento da pegada de carbono, e os investimentos em pesquisa para melhorar a eficiência dos sistemas produtivos. O Cotton Brazil é a iniciativa que promove o algodão brasileiro no mundo, estreitando o relacionamento com nove mercados prioritários da fibra no globo. Dentre os temas listados pelo programa, na reunião, está a discussão sobre a perda de espaço do algodão entre as demais fibras têxteis fabricadas pelo homem. Além desse, o índice de fibras curtas – no qual o Brasil vem avançando ano a ano –, a uniformidade dos lotes e a melhoria da percepção da imagem do comprador em questões já solucionadas, como a pegajosidade do algodão (stickness). De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a comissão tem a seu encargo estabelecer o formato científico do congresso. “Para nós, esse é o ponto mais importante e que justifica a realização desse grande evento, que acontece a cada dois anos. São esses temas que atraem o interesse dos produtores e dos técnicos para o congresso. Estamos discutindo, para a formatação do 14º CBA, a nossa relação com o mercado internacional, questões relacionadas à mudanças climáticas, carbono, sustentabilidade, manejo eficiente de pragas e doenças, uso de biológicos, uso do solo de forma consciente e eficiente, e aspectos da economia mundial que possam interferir na evolução e no desafio de nos manter como segundo maior exportador mundial e terceiro maior produtor de algodão mundial”, resumiu Portocarrero. Além do coordenador, a Comissão Científica é formada por Ana Luiza Borin (Embrapa Arroz e Feijão), Cezar Augusto Tumelero Busato (Associação Baiana dos Produtores de Algodão-Abapa), Fernando Lamas (Embrapa Agropecuária Oeste), Lucas Daltrozo (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão- Ampa), Lucia Vivan (Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso), Odilon Reny Ribeiro Ferreira Silva (Embrapa Algodão), Rafael Galbieri (Instituto Mato-Grossense do Algodão), Thiago Gilio (Universidade Federal do MT), e Wanderley Oishi (Associação Goiana dos Produtores de Algodão - Agopa). 26.01.2024 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 9 8881 – 8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
19 de Janeiro de 2024

Destaque da Semana - Esta semana, os preços continuaram a trajetória de alta que começou com a divulgação do relatório de Oferta e Demanda do USDA, na 6ª passada. Os números foram considerados altistas para os EUA e baixistas na escala global. Relatos mais animadores de demanda em vários países da Ásia nesta semana. Algodão em NY - O contrato Mar/24 fechou nesta quinta 18/01 cotado a 82,51 U$c/lp (+1,4% na semana). O contrato Jul/24 fechou em 83,96 U$c/lp (+1,2% na semana) e o Dez/24 a 79,86 U$c/lp (+1,2% na semana). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia está em 880 pts para embarque Jan/Fev (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 18/jan/23). Altistas 1 - As vendas no varejo dos EUA aumentaram mais do que o esperado: 3,2% em 2023. Altistas 2 - O relatório de oferta e demanda do USDA divulgado em 12/jan deu números ainda piores às lavouras do oeste do Texas, com redução adicional de 74 mil tons na produção, ficando em 2,7 milhões tons. Altistas 3 - Assim, a relação estoque/uso dos EUA caiu para 21%, a menor desde 2020/21. Baixistas 1 - No mesmo relatório, a produção global 2023/24 foi aumentada em 57 mil toneladas e o consumo reduzido em 283 mil toneladas em relação à última estimativa do órgão. Baixistas 2 - Neste nível de relação de preço milho/algodão, produtores dos EUA favorecem o plantio do algodão para a próxima safra. Baixistas 3 - A escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo mais países, afeta o transporte marítimo na rota do Canal de Suez, aumentando custos com o frete. Logística 1 - Apesar do comércio mundial de algodão não priorizar o Canal de Suez, os ataques no Mar Vermelho impactam o setor. Com os desvios de rota de embarcações, há atrasos e aumento de custos. Logística 2 - Alguns índices de frete marítimo de contêineres mostram aumento significativo. O Shanghai Containerized Freight Index praticamente dobrou de valor do final de dezembro para cá. Logística 3 - Por outro lado, indústrias têxteis da Turquia perceberam aumento nas encomendas vindas de países europeus que querem evitar o instável Canal de Suez. China 1 - Dados preliminares indicam que, em 2023, a China importou 1,96 milhão tons de algodão (+1,1% que em 2022). Em dez/23, o país adquiriu 260 mil tons (+52% em relação a dez/22). China 2 - Já as exportações de têxteis e vestuário movimentaram US$ 25,27 bilhões em dez/23, totalizando US$ 293,6 bilhões no ano (-8% em relação a 2022). Paquistão 1 - O ritmo das importações de algodão se intensificou nas últimas semanas no Paquistão, motivado pelo alto preço doméstico da pluma e pela estabilidade da rúpia. O Brasil foi destaque nas negociações. Paquistão 2 - Visando aquecer a economia, gerar empregos e cumprir metas com o FMI, o governo paquistanês estuda reduzir de 14 centavos para 9 centavos por unidade a tarifa de energia do setor industrial. Bangladesh - Com a aquisição de 123,9 mil tons de algodão em dez/23, Bangladesh importou 546,1 mil tons no ano comercial 2023/24 (17,7% abaixo do mesmo período de 2022). O Brasil é o 3º maior fornecedor, com 14% de participação. Agenda: Os dados semanais de vendas de exportação do USDA serão divulgados hoje, um dia depois do normal devido ao feriado de Martin Luther King Jr. ABR 1 - Na safra 2022/23, o Brasil teve 2,55 milhões tons certificadas pelo programa “Algodão Brasileiro Responsável” (ABR). Esse volume corresponde a 82% da safra nacional - avanço de 28% em relação ao ciclo anterior. ABR 2 - O Brasil mantém-se como maior produtor mundial de algodão com certificação socioambiental. Em 2022, 37% do total de pluma certificada pela Better Cotton no mundo saiu do País. Confira o relatório: https://bit.ly/abr2223 Exportações - O Brasil exportou 124,2 mil tons de algodão até a 2ª semana de jan/24. A média diária de embarque é 144% superior em comparação a jan/23. Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 18/01: Os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas MA (85%) e MT (99%). Total Brasil: 99% beneficiado. Plantio 2023/24 - Até o dia 18/01, foram cultivados: BA (78%), GO (71%), MA (68%) MG (71%), MS (90%), MT (57%), PI (100%), PR (100%) e SP (87%). Total Brasil: 62,67% cultivado. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 18-01 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com