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Experiência Sou de Algodão aproxima estudantes de moda da origem da cadeia têxtil

Iniciativa da Abrapa reúne mais de 230 alunos e professores de universidades parceiras em imersão no interior paulista para conhecer, na prática, o percurso do algodão no Brasil

27 de Maio de 2026

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu, nos dias 20, 21 e 22 de maio, a Experiência Sou de Algodão com estudantes de cursos de Moda de oito instituições parceiras: Anhembi Morumbi, FAAL, UNIP, Universidade de Caxias do Sul (UCS), PUC-Campinas, Universidade de Sorocaba (Uniso), Centro Universitário Moura Lacerda e Senac SP. Ao longo dos três dias, 233 participantes passaram pelas cidades de Paranapanema (SP) e Itaí (SP), onde puderam conhecer, na prática, diferentes etapas da cadeia produtiva do algodão.


20 de maio - Conexão com a origem da fibra reúne mais de 100 participantes


A Experiência Sou de Algodão começou no dia 20 de maio reunindo 102 participantes das instituições Anhembi Morumbi, FAAL e UNIP em uma imersão completa na cadeia produtiva do algodão, no interior de São Paulo.


A programação, que se repetiu ao longo dos três dias, incluiu visita à sede da APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), passagem pela Fazenda Olhos D’Água, em Itaí (SP), e pela Cooperativa Agroindustrial Holambra, em Paranapanema (SP). Durante o percurso, estudantes e professores puderam acompanhar de perto todas as etapas, do campo ao beneficiamento da fibra.


Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, proporcionar esse tipo de vivência é essencial para a formação dos futuros profissionais do setor.
“A Experiência Sou de Algodão tem um papel fundamental ao aproximar estudantes da realidade da cadeia produtiva. Quando eles vivenciam o campo, entendem a dimensão do trabalho envolvido e passam a enxergar a moda de forma mais responsável e conectada com a origem da matéria-prima”, afirma.


Na mesma linha, Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, reforça o impacto da iniciativa. “Mais do que apresentar o percurso do algodão, essa experiência desperta um olhar mais consciente sobre toda a cadeia. Os estudantes compreendem o seu papel como futuros profissionais e como podem contribuir para uma moda mais responsável e alinhada às boas práticas do setor”.


Representando a UNIP, o coordenador Haroldo de Souza destaca a importância da vivência prática. “Essa experiência permite compreender, na prática, a origem da cadeia têxtil e o funcionamento do setor produtivo. Ao entrar em contato direto com produtores e processos reais, o aluno passa a enxergar o produto de moda de forma mais ampla, entendendo que cada criação está ligada a contextos sociais, ambientais e econômicos”, diz.


“A Experiência Sou de Algodão foi uma vivência inesquecível, que nos permitiu acompanhar de perto toda a cadeia produtiva da fibra, do campo ao produto final. Ao longo dessa jornada, os alunos compreenderam que por trás de cada peça existe uma ampla rede de pessoas, processos e tecnologias, além de um olhar cada vez mais atento para a sustentabilidade e para a construção de uma moda mais consciente”, ressalta Déborah Serretiello, coordenadora acadêmica da área de Moda da Anhembi Morumbi.


Por sua vez, Vanessa Cristina Lourenço, docente da FAAL, destaca a conexão entre criação e matéria-prima. “A experiência aproxima os alunos da origem do algodão e conecta o processo criativo à matéria-prima, algo que raramente é vivenciado em sala de aula. Esse contato direto amplia o entendimento sobre a fibra natural, valoriza a cadeia produtiva e reforça a importância de uma moda mais ética, colaborativa e consciente”, aponta.


21 de maio - Responsabilidade na cadeia da moda


No dia 21 de maio, a experiência reuniu 85 participantes das instituições UCS, PUC-Campinas, Uniso e Moura Lacerda. A imersão reforçou a importância da responsabilidade, da rastreabilidade e da visão sistêmica da cadeia da moda. Durante as visitas, os estudantes aprofundaram o entendimento sobre o impacto da produção de algodão no Brasil, bem como as boas práticas adotadas no campo e na indústria.


Para Renan Isoton, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a experiência contribui diretamente para a formação dos alunos. “Conhecer o início da cadeia produtiva têxtil amplia muito o entendimento dos estudantes. Essa vivência agrega conhecimento, especialmente sobre sustentabilidade e boas práticas, e contribui para formar profissionais mais conscientes e preparados para valorizar a matéria-prima nacional”, reitera.


Já Luana Crispim, da Uniso, ressalta a importância da rastreabilidade e da organização coletiva. “Foi uma oportunidade de entender a magnitude do processo, da fibra ao tecido. A experiência também evidencia a força da organização coletiva e como iniciativas como o Sou de Algodão fortalecem toda a cadeia produtiva. Para os alunos, é inspirador vivenciar isso de perto”.


Para Juliana Bononi, coordenadora do Centro Universitário Moura Lacerda, o impacto vai além do aprendizado técnico. “Estar na origem da matéria-prima transforma completamente o olhar sobre a moda. Além disso, a experiência promove conexão, troca e cria memórias importantes na formação dos alunos, tanto no aspecto profissional quanto humano”.


Raysa Ruschel, professora da PUC-Campinas, destaca que a experiência proporcionou aos estudantes uma vivência essencialmente prática e complementar ao conteúdo visto em sala de aula. “O contato direto com a fazenda e com a etapa industrial permite que os alunos compreendam, de forma concreta, toda a cadeia produtiva do algodão, algo que normalmente é trabalhado apenas de forma teórica. Tenho certeza que a visita ampliou a visão dos estudantes sobre o papel do estilista, que passa a tomar decisões mais conscientes e embasadas ao entender todo o processo envolvido na produção da fibra e dos tecidos”.


22 de maio - Imersão finaliza com foco na prática


Encerrando a programação, o dia 22 de maio contou com 46 participantes do Senac SP, que também vivenciaram a jornada completa da fibra, desde o campo até o beneficiamento. O contato direto com as diferentes etapas do processo permitiu aos estudantes compreender a escala da produção, a tecnologia envolvida e a relevância do algodão para a indústria da moda e para a economia brasileira.


“Vivenciar o processo do algodão, da semente à pluma, é algo que transforma a forma como os alunos enxergam a moda. A experiência amplia o conhecimento sobre a fibra natural, reforça a importância de compreender a origem dos materiais e contribui para a formação de profissionais mais conscientes e responsáveis”, enfatiza Daniela Nunes Figueira Belschansky, professora do Senac SP.


Ao longo dos três dias, a Experiência Sou de Algodão reforçou seu papel como ponte entre o universo acadêmico e o setor produtivo, contribuindo para uma formação mais completa, crítica e alinhada às demandas contemporâneas da moda.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 79% de toda a produção nacional de algodão.


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