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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa -10/04/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #14/2026 

10 de Abril de 2026

Destaque da Semana 1 - As cotações do algodão em NY ganharam força e atingiram o maior nível em 11 meses, com o contrato Mai/26 fechando em 73,26 U$c/lb após romper a resistência de 73,00 U$c/lb. A alta foi sustentada principalmente pela queda do dólar e pelas preocupações com a seca nas principais regiões produtoras norte-americanas.


Destaque da Semana 2 - Mesmo com o WASDE do USDA trazendo um tom levemente baixista, o mercado ignorou esses fatores no curto prazo. O forte volume negociado e a reação compradora mostram que, neste momento, o mercado está mais sensível aos riscos climáticos e ao ambiente macro do que ao aumento projetado da oferta global.


Destaque da Semana 3 - As exportações brasileiras de março foram muito fortes, somando 347.823 tons, recorde histórico para o mês. No acumulado de agosto a março, o Brasil embarcou 2,34 milhões de tons, acima dos 2,14 milhões de tons do mesmo período da safra anterior.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Fonte: Cotton Brazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 09/abr cotado a 75,32 U$c/lp (+3,1% vs. 02/abr). O contrato Dez/26 fechou em 76,87 U$c/lp (+2,5% vs. 02/abr).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 958 pts para embarque Abr/Mai-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 09/abr/26.


Altistas 1 - O clima segue sendo um risco relevante nos EUA. Embora chuvas recentes tenham ajudado partes do cinturão, a seca persiste em praticamente toda a região produtora.


Altistas 2 - O Índice A (preço do algodão na Ásia) atingiu 82,55 U$c/lb, o nível mais alto desde novembro de 2024, sinalizando firmeza do mercado físico internacional.


Altistas 3 - O ambiente macro ficou menos pesado no fim da semana, com queda do dólar e recuperação das bolsas após notícias de cessar-fogo parcial no Oriente Médio. Mesmo com a incerteza ainda elevada, esse alívio financeiro ajudou o algodão a sustentar a alta.


Altistas 4 - As compras de curto prazo continuam ativas fora de China e Índia, com os principais produtores têxteis buscando cobertura para embarque próximo.


Altistas 5 - Há especulação no mercado sobre eventual liberação de estoques da Reserva Estatal chinesa nesta primavera. Historicamente, esse movimento costuma vir acompanhado de recompras no mercado internacional.


Baixistas 1 - O WASDE de abril do USDA foi levemente baixista para o quadro global de 2025/26. Os estoques iniciais mundiais foram revisados para cima em 60 mil toneladas, alta de 0,40%.


Baixistas 2 - A produção global foi elevada em 190 mil toneladas, alcançando 26,53 milhões de toneladas. O consumo mundial também foi ajustado para cima, em 130 mil toneladas. Com isso, a relação estoque/uso global subiu levemente, passando de 64% para 65%.


Baixistas 3 - China e Índia seguem relativamente quietas nas importações, porque ainda contam com oferta doméstica abundante.


Baixistas 4 - O mercado continua muito concentrado em compras de curto prazo. O relatório semanal dos EUA mostrou apenas 14,1 mil fardos de vendas para 2026/27, bem abaixo do volume negociado para a safra corrente.


Baixistas 5 - Apesar da alta semanal, o mercado segue muito dependente de fatores externos ao algodão. Petróleo, dólar, fertilizantes, guerra no Oriente Médio e fretes ainda exercem pressões difíceis de medir.


Brasil - O relatório do USDA não apresentou alterações neste mês para o Brasil. A produção brasileira foi mantida em 4,25 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem projetadas em 3,16 milhões de toneladas no ciclo. Considerando estoques de passagem de 1,09 milhão de toneladas, a relação estoque/uso permanece em 28%.


EUA 1 - Para a safra 2025/26 dos Estados Unidos, o WASDE do USDA não trouxe mudanças em relação ao mês anterior. A produção norte-americana segue estimada em 3,03 milhões de toneladas. Os estoques finais permanecem próximos de 1 milhão de toneladas, enquanto a relação estoque/uso continua em 32,4%.


China 1 - O relatório de abril do USDA projeta produção de 7,80 milhões de toneladas. Mesmo com a safra maior, o USDA também elevou a previsão de importações em 90 mil toneladas e revisou o consumo para cima em 110 mil toneladas. Apesar desses ajustes, os estoques finais chineses ficaram praticamente estáveis, com acréscimo de 40 mil toneladas, mantendo a relação estoque/uso em 80%.


China 2 - Os futuros de algodão na bolsa de Zhengzhou registraram leve queda ao longo da semana, acompanhados por redução no volume negociado e no interesse em aberto. O China Cotton Index também recuou, encerrando o período em 16.712 yuans por tonelada.


China 3 - Apesar da queda, o mercado segue sustentado por custos mais altos e perspectiva apertada para fibras longas. Ainda assim, as vendas de fios continuam lentas e as fiações demonstram cautela em relação à demanda para abril.


Paquistão 1 - O plantio do algodão avançou mais lentamente nos últimos dias devido a condições climáticas adversas em algumas regiões produtoras. O cenário pode resultar em novos atrasos no plantio nas principais áreas de cultivo.


Paquistão 2 - Negócios de algodão em caroço da nova safra foram reportados na semana a cerca de Rs. 10.000 por 40 quilos para entregas no fim de maio. Os preços elevados para a nova temporada, somados à recente alta da pluma remanescente da safra anterior, são apontados como sinais positivos.


Turquia - As importações de algodão bruto somaram cerca de 96.680 toneladas em fevereiro, o maior volume mensal desde junho de 2025. As compras superaram 483.000 toneladas, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o Brasil respondendo por 44% do total, seguido pelos EUA (21%).


Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo.


Quadro de cotações para 09.04


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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