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Ministério da Agricultura e Pecuária lança linha de crédito para recuperação de pastagens em encontro com cotonicultores do Oeste da Bahia

Divulgação do Programa Caminho Verde aconteceu em Luís Eduardo Magalhães em evento e teve a participação da Abrapa, Abapa e AIBA.

29 de Outubro de 2025

Na última sexta-feira, 24/10, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), em Luís Eduardo Magalhães, o lançamento regional do Programa Caminho Verde Brasil. O projeto, que foi anunciado pelo assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, pretende promover a produção agropecuária sustentável, e a recuperação de pastagens degradadas.


O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, a presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto e demais representantes de associações, cooperativas, sindicatos, bancos e demais entidades do setor agrícola, estiveram presentes no evento.


Estimativa de R$ 30 bilhões para recuperação de pastagens


O programa é uma iniciativa nacional que tem como aporte inicial R$ 30 bilhões disponíveis para financiar sistemas sustentáveis de produção agropecuária e florestal. Seu principal objetivo é converter no prazo de 10 anos aproximadamente 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em terras de alto rendimento, aliando grandes volumes de produção à proteção ambiental.


Marcio Portocarrero avaliou positivamente o programa, “iniciativas como a do Programa Caminho Verde Brasil, que promovem a agricultura responsável ao recuperar pastagens degradadas para expandir a área cultivável sem a necessidade de desmatamento, agregam valor de mercado à produção brasileira”.


Distribuição e acesso ao financiamento


Os recursos serão distribuídos entre os biomas brasileiros sendo a região do Cerrado a maior beneficiada com a disponibilização de R$17,2 bilhões, seguida pela Mata Atlântica, que receberá R$ 4 bilhões. A Amazônia vai receber R$ 3,5 bilhões e a Caatinga, R$3 bilhões, o Pampa e Pantanal foram contemplados com R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.


Para acessar os recursos, o produtor deve assumir compromissos durante o financiamento, são exemplos:


- Produção de baixo carbono;


- Desmatamento zero;


- Apresentação do balanço anual de carbono;


- Certificação trabalhista.


As unidades produtivas certificadas pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável) já adotam parte destes critérios, facilitando o enquadramento do cotonicultor com fazendas certificadas aos requisitos exigidos pelo programa durante a sua fase de adoção.


 

Crédito da foto: Ascom da Aiba

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