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Algodão brasileiro conquista a passarela: moda consciente e rastreável brilha na SPFW

20 de Outubro de 2025

O algodão brasileiro subiu à passarela da São Paulo Fashion Week (SPFW) com protagonismo renovado. O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou o desfile “Trajetórias” em sua quarta participação no evento, celebrando a força de uma cadeia produtiva que conecta sustentabilidade, inovação e design.


Com 36 looks all black, o desfile destacou o percurso do algodão rastreável e certificado socioambientalmente, cultivado em 82 fazendas de seis estados brasileiros — Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí. A coleção foi desenvolvida dentro do programa SouABR (Algodão Brasileiro Responsável), que assegura práticas de governança e responsabilidade ambiental e social em toda a cadeia produtiva.


“Você sabia que o Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo?”, questiona Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Na última safra, alcançamos o posto de maior exportador global de algodão e somos também o líder mundial em produção responsável. Metade de todo o algodão licenciado pela Veracoto vem de fazendas brasileiras.”


Ferraresi lembra ainda que a indústria têxtil nacional é a maior verticalizada do Ocidente e está entre as sete maiores do mundo. “Nosso setor é o segundo maior em transformação e geração de empregos no Brasil, com 1,34 milhão de postos diretos e 8 milhões indiretos, totalizando quase 10 milhões de pessoas envolvidas, sendo 60% mulheres. Isso mostra a relevância do algodão não apenas na moda, mas também na economia e na inclusão social.”


Para a executiva, o desfile simboliza uma conquista coletiva. “Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo. É uma trajetória que une produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”, afirma.


O desfile contou com tecidos desenvolvidos por seis indústrias têxteis brasileiras — Cataguases, RenauxView, Santana Textiles, Vicunha, Dalila e Fio Puro — representando todas as etapas da cadeia, da fiação à confecção. O conceito criativo e o styling foram assinados por Paulo Martinez, que escolheu o preto absoluto como metáfora de unidade: “O all black celebra a convergência de todas as cores e de todos os elos da cadeia. É um gesto de respeito e comemoração.”


Entre os nomes presentes na passarela estavam Alexandre Herchcovitch, Fernanda Yamamoto, Amapô, Weider Silveiro, ALUF e David Lee, cada um interpretando as infinitas possibilidades do algodão de forma única e autoral.

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