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Carbono é tema principal de reunião do Comitê ESG da Abrapa

Reunião contou com a participação da Embrapa Meio Ambiente e FGV Agro, que apresentaram propostas de estudo na área

05 de Dezembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, nesta quinta-feira (4), um alinhamento estratégico com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) e a Embrapa Meio Ambiente sobre ações de sustentabilidade e a coordenação entre pesquisa, setor produtivo e formulação de políticas públicas.


O encontro foi conduzido pelo Comitê ESG da entidade, que é formado pelas principais lideranças da cadeia algodoeira. Representando os produtores, estavam o Grupo SLC, o Grupo Santa Colomba e o Grupo Scheffer, entre outros. O encontro reforçou a importância do trabalho colaborativo para consolidar o algodão brasileiro como referência em sustentabilidade.


Emissões de carbono do algodão brasileiro


Durante a reunião a Embrapa Meio Ambiente e a FGV Agro apresentaram projetos para o setor. Inicialmente, a pesquisadora da Embrapa, Dra. Nilza Patrícia Ramos, mostrou a evolução sobre o projeto de pesquisa desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Abrapa e Bayer, voltado à construção de um inventário sobre a emissão de carbono do algodão, do plantio do algodão até o descarte. O estudo cria perfis detalhados da emissão de carbono nas etapas de produção agrícola, no beneficiamento, na extração de óleo e geração de biodiesel a partir do caroço do algodão. A iniciativa permitirá evidenciar a eficiência produtiva do algodão brasileiro nesse tema, além de identificar oportunidades de melhoria de processos e orientar produtores sobre formas de reduzir as emissões.


De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, “Já temos dados técnicos primários de 149 mil hectares de algodão para o estudo. Porém para finalizar, falta a caracterização do algodão irrigado e expandir o estudo na Bahia e em Goiás”.


O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, destacou o potencial das biofibras e a importância de conectar ciência e políticas públicas para alavancar a competitividade da fibra nacional. Segundo ele, o cálculo de emissão de carbono será um vetor decisivo para ampliar a participação do algodão brasileiro em mercados que exigem transparência ambiental.


Políticas públicas e de incentivo ao têxtil sustentável


O pesquisador Guilherme Bastos, da FGV Agro, apresentou o “Plano Nacional para Promoção do Têxtil Sustentável”, iniciativa que busca estruturar as bases técnicas, regulatórias e institucionais para a valorização do algodão brasileiro no mercado global, destacando seus diferenciais ambientais, sociais e econômicos frente às fibras sintéticas.


Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o alinhamento entre as três instituições é estratégico, “Os projetos se complementam para valorizar a cadeia do algodão. Embrapa, FGV e Abrapa precisam caminhar juntas para que avancemos em ciência, sustentabilidade e competitividade”. Ele classificou a reunião como “essencial para melhorar a comunicação entre os elos da cadeia e promover a evolução conjunta das pesquisas”, e acredita que os esforços tendem a fortalecer a reputação do algodão como uma fibra socioambientalmente responsável.

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