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Indústria têxtil organiza frente com produtores de algodão para valorizar produto nacional

“Já estamos nos antecipando a acordos, como o do Mercosul com a União Europeia, para que as empresas enxerguem o Brasil como plataforma produtora”, diz Fernando Valente Pimentel, da Abit

22 de Agosto de 2025

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), junto com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), abrirá uma “frente” para produzir e agregar valor a matérias-primas como o algodão no país, disse Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit.


“Já estamos nos antecipando a acordos, como o do Mercosul com a União Europeia, para que as empresas enxerguem o Brasil como plataforma produtora”, afirmou Pimentel, que menciona atrativos do país, como energia limpa.


A declaração foi dada durante coletiva da Abit, nesta quarta-feira (20), que apresentou o balanço do primeiro semestre do setor. Segundo a entidade, a produção têxtil brasileira cresceu 11,4% no primeiro semestre de 2025 em relação a igual período de 2024.


Já as importações de produtos têxteis e de confecção tiveram alta de 10,8% no primeiro semestre de 2025 na comparação com igual período de 2024, enquanto as exportações cresceram 12,3%. Somente a importação de vestuário aumentou 7,2% no semestre.Pimentel disse que o crescimento da importação de vestuário, maior do que o do varejo de vestuário, que cresceu 5,5%, resulta em perda de participação de mercado.


“Nesse mundo turbulento, é mais relevante ainda ter todos os elos da cadeia produtiva dentro do nosso país”, afirmou ele, que lembrou a sobretaxa de 40% aplicada pela administração americana contra produtos brasileiros, o que totalizou alíquota de 50%.

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