Alessandra Zanotto, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), participou da programação dedicada ao algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, no Japão. No painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, Zanotto representou as produtoras de algodão no debate sobre participação feminina, moda, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia do algodão. Ana Paula Repezza, Diretora de Negócios da Apex Brasil, e a superintendente de Projetos Estratégicos da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Lilian Kaddissi, completaram a mesa.
Para a produtora, a participação na Expo Osaka foi uma oportunidade de ressaltar o papel das fibras naturais para um público que é cada vez mais exigente em relação à sustentabilidade. “Para nós, produtores de algodão estarmos aqui, em um diálogo com a indústria e com o varejo falando do quão importante é a nossa cultura para a sustentabilidade traz reflexões muito importantes, afinal estamos falando de uma fibra natural, biodegradável, e que é responsável”, afirmou Zanotto.
Em uma das falas durante o painel, Ana Paula Repezza comentou sobre a contribuição social e econômica das empresas exportadoras dirigidas por mulheres. Segundo Rapezza, “Nós vemos na prática, aquilo que os estudos econômicos mostram, uma empresa que exporta, ela gera mais empregos, ela paga melhores salários e ela é mais resiliente a crises. E numa empresa que liderada por mulheres que exportam, esses efeitos são ainda mais evidentes”, ressaltou a diretora.
174 anos conectando nações através do conhecimento
De 18 a 23 de agosto, o Cotton Brazil, programa de promoção do algodão brasileiro no exterior da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promove a mostra “Poder do Natural: dos campos à moda”, uma programação especial para mostrar a versatilidade, a qualidade e a sustentabilidade da fibra natural.
Com o tema "Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo Osaka recebeu até agora 15 milhões de visitantes e a previsão é chegar a 28 milhões de pessoas até outubro.
Segundo Zanotto, “É uma alegria enorme poder participar da Expo Osaka como uma representante do algodão e agricultura brasileira. É uma honra estar neste espaço de conexão entre países, propósitos e ações, que trabalham a favor de uma agenda tão importante para o mundo, que é a sustentabilidade”.
A Expo, também conhecida como Exposição Universal, é realizada desde 1851, organizada pelo Bureau International des Expositions (BIE), e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e tecnológico entre países.
A sua primeira edição ocorreu em Londres, e já passou pelo Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, única realizada no país e na América Latina. Sua primeira edição em Osaka ocorreu em 1970 e, em 2025, está sendo realizada de 13 de abril a 13 de outubro.
