Na sua 15ª edição, o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que acontecerá na capital mineira, Belo Horizonte, já começou a ser organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Com data marcada para os dias 22 a 24 de setembro de 2026, o evento será sediado no Expominas BH, local que reflete a importância e a relevância do Congresso. Nesta edição, o CBA pretende alcançar o maior número de participantes e expositores dos últimos anos. Em 2024, o Congresso contou com a presença de 3.327 congressistas inscritos.
Sucesso com recorde histórico
Na 14ª edição, realizada em Fortaleza (CE), o CBA bateu recordes de patrocinadores, expositores e participantes, reunindo 4.200 visitantes, entre agricultores, executivos e pesquisadores.
A programação incluiu 114 palestras, 6 plenárias e 19 hubs temáticos relacionados à cadeia produtiva do algodão. Além disso, foram apresentados 288 trabalhos científicos que trouxeram atualizações para o setor, abrangendo desde a semente até os diversos usos industriais do algodão.
Tradição mineira em destaque
Minas Gerais é um dos estados brasileiros mais reconhecidos pela produção têxtil. O Norte de Minas figura entre as maiores regiões produtoras de algodão do país, responsável por cerca de 65 mil toneladas de pluma, na safra 2023/2024.
Com um número expressivo de indústrias e microempresas voltadas à confecção de roupas e acessórios de moda, as malhas produzidas no estado são importantes impulsionadoras do desenvolvimento econômico do Sul de Minas, consolidando a região como referência nacional no setor. Em Belo Horizonte, o comércio de roupas e tecidos é aquecido e recebe milhares de compradores e revendedores todos os anos.
De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a produção algodoeira do estado é forte e inovadora. “A produção algodoeira do Norte de Minas se destaca no cenário nacional e garante ao estado o posto de terceiro maior produtor nacional. Esse desempenho é resultado da dedicação dos cotonicultores mineiros, que têm qualificação técnica e estão sempre em busca da melhoria contínua da qualidade da fibra”, ressaltou Piccoli.
Segundo ele, “Minas Gerais é um estado estratégico para o algodão brasileiro, pois ele está envolvido em toda a sua cadeia produtiva, do cultivo ao comércio”.
Comissão de experts do algodão
Para a edição de 2026, a comissão organizadora do CBA será formada por profissionais experientes no setor. Com o objetivo de garantir a representatividade de toda a cadeia produtiva, a comissão contará com sete membros, entre produtores, lideranças e especialistas da pluma.
A produtora rural e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, será uma das duas mulheres que integrarão a comissão responsável pela 15ª edição do CBA. Para Zanotto, o Congresso é o maior ponto de encontro da cadeia do algodão no Brasil. Ela também destacou que, neste ano, o evento tende a ampliar seu alcance. “A cada edição, vemos avanços nas discussões sobre inovação, sustentabilidade, mercado e políticas públicas, reunindo produtores, pesquisadores, empresas e instituições em um mesmo propósito. Isso fortalece a competitividade do nosso algodão, amplia nossa visibilidade no cenário nacional e internacional e inspira novas gerações a se engajarem nessa cadeia que move a economia e gera impactos sociais positivos em todo o país”, afirmou.
Como integrante da comissão organizadora, Zanotto disse estar otimista: “Tenho certeza de que a próxima edição vai superar expectativas e deixar um legado ainda mais forte para a cotonicultura brasileira”.
Quem fará parte da comissão organizadora do CBA 2026?
Gustavo Viganó Piccoli
Produtor rural e pioneiro no cultivo de algodão no município de Sorriso (MT). Com 25 anos de atuação no agronegócio, cultiva algodão, soja e milho. Presidiu a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e integrou diretorias de cooperativas agrícolas como COOAMI e Coabra. Após dois mandatos como vice-presidente, assumiu em 2024 a presidência da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), comprometido em manter os padrões de confiança e sustentabilidade que consolidaram a entidade como referência no setor.
Alessandra Zanotto Costa
Produtora rural e sócia-diretora no Grupo Zanotto, tem fortalecido sua liderança no agro pautada no empoderamento feminino em posições de decisão. Integra os comitês Women in Cotton da International Cotton Association (ICA) e Forbes Mulher Agro, representando o Brasil. Em janeiro de 2025, tornou-se presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), após passagem como vice-presidente e como conselheira fiscal da Abrapa. Sob sua liderança no Grupo Zanotto, destaca-se a gestão com foco em sustentabilidade (econômica, ambiental e social) e governança.
Carlos Alberto Moresco
Administrador de empresas com trajetória consolidada em gestão e agricultura sustentável. Atua como diretor de carga da GM Agrícola e Algodoeira há 17 anos e já presidiu a Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e o Instituto Goiano de Agricultura (IGA) por seis anos. Atualmente é o 1º Secretário da Abrapa.
Marcelo Duarte
Mestre em Comércio Agrícola pela Lincoln University (Nova Zelândia), possui MBA pela FGV e foi pesquisador visitante na Universidade de Illinois, após graduar-se em Administração pela UFMT. Atualmente, exerce o cargo de diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e integra conselhos ligados ao agronegócio no Brasil e no exterior.
Na função, coordena o escritório avançado da Abrapa em Singapura e lidera o Cotton Brazil, programa internacional de desenvolvimento de mercado do algodão brasileiro.
Marcio Portocarrero
Engenheiro agrônomo com mais de 45 anos de experiência. Pós-graduado pela OEA em Desenvolvimento Regional e pelo Instituto Histradut (Israel) em Agroindústria e Cooperativismo. Já foi Secretário Nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Secretário de Meio Ambiente, Cultura e Turismo de MS. Desde 2011, é Diretor Executivo da Abrapa.
Orcival Gouveia Guimarães
Produtor rural, empresário agropecuário e sócio proprietário da Guimarães Agropecuária e Boa Esperança Agropecuária. É presidente da AMPA (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão), representando o setor em âmbito estadual e nacional, com ampla experiência em gestão agrícola.
Silmara Ferraresi
Bacharel em Letras pela Uneb, com MBA em Liderança, Inovação e Gestão 3.0, além de especialização em ESG e Reputação. É diretora de Relações Institucionais da Abrapa e, desde 2016, gestora do movimento Sou de Algodão.
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