A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou nos dias 29 e 30 de julho, o primeiro do Encontro de Tecnologia da Abrapa, na sua sede em Brasília. A primeira edição da iniciativa, que abre uma série de eventos focados na reformulação dos sistemas de informação da Abrapa, conta com a presença de representantes das 12 associações estaduais de produtores filiadas à Abrapa e dos especialistas em tecnologia que mantém o ecossistema de informações da entidade em funcionamento.
No evento, foi apresentado todo o ecossistema de tecnologia de informação da Abrapa. No intuito de contribuírem com uma reformulação que apresente dados cada vez mais atualizados e transparentes, os representantes das associações estaduais falaram sobre a relação entre a sazonalidade das safras estaduais e o fornecimento de informações que alimentam os sistemas. Outro tema que as associações debateram, foi a necessidade da revisão das regras de negócio para facilitar o uso das ferramentas de tecnologia pelos produtores e unidades de produção.
De acordo com a Coordenadora de Sustentabilidade da Associação Piauiense de Produtores de Algodão (Apipa), Lucilene Sousa, “A expectativa é que com esses encontros nós consigamos possibilitar uma ferramenta mais precisa para as fazendas, de forma que as associações estaduais tenham dados mais qualificados em mãos, para que seja feita uma gestão que traga mais resultados”. A coordenadora ainda acrescentou que é muito importante que a Abrapa realize eventos e treinamentos direcionados à Tecnologia da Informação. “Estamos avançando cada vez mais na relação entre a tecnologia e o campo, logo eventos como esse são uma necessidade do setor”, pontou.
Plano Diretor de T.I. da Abrapa
A iniciativa faz parte do Plano Diretor de T.I. da associação, que iniciou a sua implementação em março deste ano. O novo plano pretende criar um conjunto único que integrará os 11 sistemas da Abrapa. O foco da reformulação, neste primeiro encontro, é avaliar as atuais regras de negócio do Sistema Nacional de Dados do Algodão (Sinda) e do módulo de convites.
O Sinda reúne os cadastros dos produtores de algodão, de grupos de cotonicultores e das unidades produtivas, para vincular as informações e habilitar as unidades cadastradas para operação na safra e participação nos programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade disponibilizados pela Abrapa.
Reescrevendo o futuro
“Simplificar as regras de negócios dos sistemas facilita a manutenção, aumenta a segurança e a confiabilidade dos dados disponibilizados pelo algodão brasileiro. Esses são pontos essenciais para entregar mais valor aos produtores e apoiadores da cadeia do algodão”, afirmou, Chefe de Tecnologia da Abrapa, Eberson Terra. “Nesta primeira fase da reformulação, temos como objetivo melhorar o fluxo do trabalho das estaduais e facilitar o contato com os produtores e unidades de beneficiamento” completou.
Para a Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, “A Abrapa é uma entidade com 25 anos, que tem programas desenvolvidos para prestar serviços aos produtores. Esses programas estão intimamente ligados aos pilares de atuação do algodão brasileiro, que são a sustentabilidade, a rastreabilidade e a qualidade, e que dão um posicionamento diferenciado à nossa pluma. Essa reestruturação de tecnologia, dá um novo olhar para o futuro de integração.” Ferraresi ainda explica que “Quanto melhor atendemos o usuário final desses sistemas, que é o produtor, melhor atenderemos o cliente final do algodão brasileiro, que são os compradores.
“Não basta ter volume, não basta ter escala, você tem que ter o diferencial. E isso só é possível através de plataformas de TI. Essa é a importância do investimento nessa área e desse aprimoramento”, finalizou.
