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Palestras do 11° CBA já estão disponíveis no site e no app do congresso.

15 de Setembro de 2017

O 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA) acabou, mas as informações difundidas entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro podem ser exploradas em detalhes pelos produtores de algodão do Brasil no site do evento www.congressodoalgodao.com.br e no aplicativo do CBA, disponível para smartphones IOS e Android. Nesses espaços virtuais, os congressistas também já podem imprimir seus certificados de participação. O 11° CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e foi sediado, em 2017, em Maceió, com participação efetiva de 1,4 mil inscritos, e programação que incluiu 72 palestras, proferidas por 94 profissionais renomados em suas áreas de atuação.



Para o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o conhecimento gerado pelo evento é tão importante, após a sua realização, quanto durante. "É quando o cotonicultor, depois de ser exposto a uma grande quantidade de informações nos quatro dias de programação, pode, aprofundar nos temas que lhe despertaram mais interesse", afirma.  Moura diz que, estrategicamente, o CBA ocorre no período entre o final de uma safra e o momento crucial de decisões que antecede o início de um novo ciclo. Ele pontua o crescimento esperado de 17% em área plantada e volume de pluma para a safra 2017/18 como um forte demandador das informações técnicas do congresso.



De acordo com o coordenador científico do CBA, Eleusio Curvelo Freire, salvo raros casos em que o palestrante não disponibilizou as apresentações para a organização, quase todo o conteúdo que foi apresentado já está à disposição do produtor rural, e boa parte desse material são estudos com resultados mensurados, inclusive do ponto de vista econômico. Dentre os assuntos que mais têm despertado o interesse do cotonicultor, Freire destaca o controle biológico de pragas com a vespa Trichogramma sp, que vem se revelando uma importante arma biológica contra o complexo de lagartas, assim como vírus e bactérias, cada vez mais presentes no chamado manejo integrado de pragas e doenças das lavouras de algodão, milho e soja. As técnicas voltadas ao uso do solo para evitar a compactação e incrementar o teor de matéria orgânica também recebem, segundo o coordenador, grande atenção, assim como as palestras que se referem ao combate e controle de nematoides.



Viável refúgio



As boas práticas no plantio de algodão, no contexto de inovação e rentabilidade que pautou o 11° CBA,  estão no radar do produtor, e se encontram nos resumos das apresentações disponibilizadas pela Abrapa. É o caso da importância das chamadas áreas de refúgio preconizadas pelo Comitê Internacional de Manejo de Resistência (IRAC) para evitar o desenvolvimento de lagartas – sobretudo a helicoverpa – resistentes ao gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), presente no algodão geneticamente modificado contra pragas de insetos.



Segundo o diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda, que explanou sobre o tema no 11° CBA – junto com o especialista em Ciências Biológicas, Alexandre Specht e o engenheiro agrônomo Fábio dos Santos – na síntese de sua palestra o cotonicultor pode dirimir, com evidências mensuráveis, dúvidas sobre a viabilidade econômica da orientação técnica sobre a manutenção de 20% de área de algodão livre de Bt próximas às lavouras geneticamente modificadas com essa tecnologia.



"Nesse material estão dados de diversos produtores, em várias regiões, provando justamente que o risco maior de inviabilizar economicamente a lavoura está em não adotar essa prática", diz Celito Breda. Segundo ele,  as áreas de refúgio, quando implantadas de forma estruturada, favorecem o cruzamento de lagartas que se alimentam de plantas com a tecnologia, com outras que não comem o algodão Bt, aumentando a diversidade genética. "O resultado são indivíduos heterozigotos, que serão susceptíveis às proteínas Bt, evitando que se desenvolvam e propaguem gerações de insetos resistentes a esse OGM", explica Breda, da consultoria Circulo Verde. Para o expert, a adoção das áreas de refúgio é a principal ferramenta para aumentar a vida útil do algodão Bt e traz vantagens econômicas para o produtor, a médio e longo prazos.


"Hoje, finalmente, temos dados concretos que nos provam técnica e economicamente, ser viável a adoção de refúgios estruturados em algodão, no percentual recomendado pelo IRAC e pelo Ministério da Agricultura", reforça o consultor, recomendado a leitura da palestra disponível no aplicativo e no site do CBA.


 Fotos: Staff Brasil/ Camídia

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