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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #26/2023 

07 de Julho de 2023

Destaque da Semana - As cotações de algodão, que vinham em boa recuperação desde o final de junho, voltaram a ser pressionadas a partir desta quarta-feira com melhores condições climáticas nos EUA e preocupações com demanda.


Algodão em NY - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 79,88 U$c/lp (+1,1%) e o Dez/24 a 77,51 (+0,4%) para a safra 2023/24.


Basis Ásia (06/07), o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 952 pts para embarque Out/Nov (Middling 1-1/8"" (31-3-36), fonte Cotlook).


Baixistas 1 – A China está enfrentando problemas econômicos, o que traz preocupações em relação à demanda do maior importador global de algodão.


Baixistas 2 – Depois de crescer a um ritmo maior do que o esperado no primeiro trimestre, a segunda maior economia do mundo perdeu força em abril-junho em um cenário de deflação, alto desemprego entre os jovens e fraca demanda externa.


Baixistas 3 – Segundo a consultoria Cotlook, o ano comercial 23/24 que começará em julho terá o menor volume de algodão americano vendido antecipadamente desde a safra 2015.


Altistas 1 – A relação de troca algodão-poliéster, que já foi próxima de 3x1, voltou para a faixa próxima de 2x1, o que beneficia o algodão. (A Index x China Poliéster).


Altistas 2 - O clima no hemisfério Norte ainda pode afetar as lavouras e a temporada de furacões ainda está para começar.


Austrália - Com a colheita chegando ao seu final, prevê-se uma safra apenas um pouco menor que a safra recorde do ano passado (1,2 milhão de toneladas), mas mantendo alta qualidade como característica.


EUA 1 - O relatório de área plantada 2023/24 do USDA chegou a 4,49 milhões de hectares, uma queda de 19,4% em relação à última safra e uma queda de 1,5% em relação às intenções de plantio de março.


EUA 2 - Apesar da menor área, o abandono nesta safra promete ser muito menor e as produtividades também podem mostrar uma melhora.  Ano passado, o abandono de área ficou em 45% e este ano está projetado em torno de 16%.


EUA 3 - Deste modo, a produção dos EUA este ano pode chegar a 3,6 milhões de toneladas, segundo o USDA, 14% maior que o ano passado.


Paquistão - No Paquistão, a produção deve aumentar 51% em relação ao ano passado, que foi marcado pelas fortes inundações, para 1,2 milhão de toneladas.  Se esta produção se confirmar, irá reduzir as necessidades de importação do país.


Índia - Na Índia, 7 dos 12,4 milhões de hectares já foram plantados.  Com as chuvas de monções, que finalmente chegaram, o plantio deve acelerar.


China 1 - Em maio, a China importou 109,5 mil toneladas de algodão, representando um aumento de 30,30% em relação ao mês anterior e uma queda de 39,91% em relação ao ano anterior. EUA, Brasil e Turquia foram novamente os três principais fornecedores.


China 2 - Segundo a agência BCO, a área de plantio no país diminuiu para 2,82 milhões de ha, redução de 7,3% em relação ao ano anterior.


China 3 - A produção total diminuiu para 6,05 milhões de toneladas, redução de 10,8% em relação ao ano anterior, que foi de 6,8 milhões de toneladas.


Agenda - A China divulgará seus dados do PIB do segundo trimestre em meados de julho.


Exportações 1 - O Brasil exportou 60,3 mil tons de algodão em jun/23. O volume foi 3,8% menor que o total embarcado em jun/22.


Exportações 2 - No acumulado de ago/22 a jun/23, as exportações somaram 1,377 milhão de tonelada, queda de 17,2% com relação ao mesmo período da temporada passada.


Colheita 2022/23 - Até o dia 07/07 foram colhidos: BA (16%), GO (18,8%), MG (18%), MS (11,5%), PR (95%), SP (86%), MT (3,2%), PI (35%), MA (9%). Total Brasil: 7,42 % colhido.


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


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